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Portal Salette publica Cartilha: "PASCOM nas Comunidades" no Portal Salette
Uma apresentação à publicação no Portal Salette
A Cartilha "PASCOM nas Comunidades"
é base para cursos do Vicariato da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo e serve de
base para os agentes de PASCOM, novos e experientes, se balizarem nesta dimensão da
comunicação da Igreja Católica, nela serão encontradas pistas para a reflexão sobre o
papel da comunicação na Igreja e da Igreja e a sua importância, também são
apresentados os meios de comunicação e como enviar informações e notícias para os
meios. A cartilha procura oferecer um meio rápido de esclarecer e incentivar as
comunidades sobre o que a PASCOM, como atua e como implanta-la em sua comunidade.
Nós do Portal Salette, temos especial carinho pela comunicação e pela PASCOM, afinal o pedido final da Mensagem de Nossa Senhora em La Salette nos Alpes Franceses foi justamente de transmitir sua mensagem a todo o seu povo. Além de estarmos fortemente inseridos no contexto da comunicação da Igreja, tanto no âmbito paroquial, como Setorial e Regional, participando ativamente da PASCOM/RESA.
Então a publicação da Cartilha em nosso Portal é a nossa contribuição para disseminarmos o conhecimento sobre a PASCOM, tão necessário neste novos tempos para fazermos a mensagem da Salette, que aponta para nada mais, nada menos, do que a essência do Evangelho de Jesus, chegar a mais e mais lugares.
Oswaldo dos Santos Araujo - WebMaster do Portal Salette e integrante da PASCOM da Paróquia Salette/SP, GIS e PASCOM/RESA.
Conteúdo da Cartilha
IV Pastoral da Comunicação PASCOM
V O que são Meios de Comunicação?
VI Como preparar notícias para os meios?
Oração : Louvor pela Comunicação
Um velho sonho que se realiza! Assim poderíamos definir esta publicação, fruto do esforço da equipe arquidiocesana de Pastoral da Comunicação, do Vicariato da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo.
Quando em 1997 os bispos do Brasil se debruçaram sobre o tema Comunicação perceberam logo a importância desta rede que são as paróquias e o quanto elas podem oferecer neste campo. Por isso, logo trataram de desejar que em cada uma das paróquias brasileiras houvesse uma equipe de pastoral da comunicação. Estas equipes, interligadas, formarão um dia a mais completa rede de comunicação existente no país.
Desde aquele momento o Vicariato da Comunicação entendeu que para a implantação das equipes paroquiais era necessário oferecer subsídios, acompanhamento e apoio. Nesta perspectiva estimulou e colaborou com várias iniciativas, em vários níveis, como vídeos, cursos e treinamentos.
A experiência em São Paulo mostrou que ainda faltava algo: uma espécie de cartilha que alicerçasse a boa vontade dos agentes e interessados na criação daquelas equipes paroquiais. Mas uma cartilha que não fosse apenas um 'manual de instruções' e, sim, um instrumento de estudo e reflexão que pudesse alimentar a ação.
O resultado da caminhada de reflexão, discussões e experiências é este material que agora publicamos e que esperamos seja mesmo útil na importantíssima tarefa de implantação de uma equipe de Pascom em cada uma de nossas paróquias.
Que o fruto deste trabalho possa ser visto em todos os lugares para alegria dos homens, para o bem da Igreja e para a glória de Deus!
Pe. Eduardo Coelho
Coordenador do Vicariato da Comunicação
Arquidiocese de São Paulo
Esta cartilha pretende ser uma forma a mais de entusiasmar as paróquias, comunidades, pastorais, movimentos e associações, a se interessarem pela comunicação.
É importante saber que não é uma pastoral nova, nem que vem para acabar ou tomar conta de qualquer espaço ou serviço, pelo contrário, seu primeiro objetivo é saber o que há de comunicação não só dentro da comunidade, como no Bairro, onde alcança a jurisdição da paróquia.
Por isso, a primeira coisa a se fazer é montar uma equipe, para que comece a levantar o que já existe de comunicação nas pastorais, movimentos, associações, etc..
A equipe deve ser formada por pessoas abertas, desprendidas, que gostem e se interessem pela comunicação e seus diversos meios, além de estarem dispostas a estudar e manter-se atualizadas nas questões eclesiais, sociais, nos eventos da comunidade, do setor, da região e da arquidiocese.
Esta equipe deve ter uma boa relação dentro e fora da Igreja, conhecer os meios de comunicação eclesial e não eclesial, que podem ser utilizados pela comunidade.
Além de estar utilizando dessas formas de comunicação para tentar cumprir a determinação dos Bispos do Brasil, que em 1997, reunidos discutiram e publicaram o documento 59: Igreja e Comunicação Rumo ao Novo Milênio. Algumas atividades para pascom:
Desenvolver a espiritualidade do comunicador Cristão;
Assumir o comunicador cristão como um ser em relação com Deus, voltado para seus irmãos;
Favorecer a formação de "Comunidades de comunicadores cristãos";
Valorizar a celebração do Dia Mundial das Comunicações;
Atuar junto aos profissionais de comunicação que estão nos meios massivos;
Eleger o tema da ética da comunicação como campo de preocupação permanente;
Dedicar especial atenção ao tema das políticas públicas e da legislação no campo da comunicação social;
Trabalhar com um consenso mínimo entre os diferentes seguimentos que constituem a sociedade eclesial;
Promover uma maior inserção de leigos e leigas no campo da comunicação;
Promover uma comunicação transparente e respeitosa;
Fazer levantamento das formas de comunicação existentes;
Dar atenção a cultura brasileira;
Cuidar da imagem pública da igreja;
Assumir atitudes concretas de acolhimento, de anúncio da palavra, tornando-a notícia nos meios de Comunicação;
Envolver-se com grandes causas humanitárias, e tantos outros itens de interesse da igreja local e mundial.
Para isso os bispos sugeriram "Implantar, até o ano 2000, uma equipe de pastoral de comunicação em cada paróquia, o que não aconteceu até o momento.
1-Item 57 doc. 59 Igreja e Comunicação Rumo ao Novo Milênio Documentos da CNBB 1997
II - HISTÓRIA DA COMUNICAÇÃO 2
A história da comunicação começa em Deus. Porque "Deus é Amor" (1 Jo. 4,8). Deus é comunicação eterna dentro de Si e a contínua comunicação entre as Três Pessoas Divinas. O Pai é o Silêncio, o Filho é Palavra, o Espírito é o Encontro. O Silêncio está na origem da comunicação. O Pai tem a iniciativa desse Dom. O Pai é a nascente gratuita da comunicação. O Pai 'diz' o Filho, comunicando-lhe tudo o que é e tudo o que tem. O Filho é a Palavra procedente do Silêncio. A Palavra entrega-se ao Silêncio em perfeita obediência. Durante toda a sua vida, Jesus quis apenas comunicar o Pai. O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, sendo o Encontro vivo da Palavra com o Silêncio e do Deus Trindade com os homens. O Espírito 'abre' a Trindade ao mundo e une o mundo ao Filho. É o Encontro, dentro de nós, com o amor eterno do Pai. Deus nos ensina que não há comunicação sem silêncio. Importa resgatar os momentos de silêncio na celebração.
O amor de Deus quis se comunicar para fora da Trindade pela obra da Criação e da Redenção. Pela criação, Deus se comunica sem palavras, por toda parte. Criou o homem " à sua e semelhança" para se comunicar com Ele e se relacionar entre si. Por isso 'quem não se comunica, não se realiza, não vive, se trumbica'. A gente nasce para se comunicar com os outros e com Deus. Impedir essa relação com ceia ou inferno, é o nosso 'castigo' nesta e na outra vida. O homem rompeu essa comunicação com Deus e entre si, quando nossos 'pais' desobedeceram a Deus no Éden, Caim matou seu irmão Abel e houve confusão na Torre de Babel. Mas Deus quer se comunicar conosco. Por isso, mandou Profetas, fez aliança, escolheu um Povo e até mandou seu Filho. Jesus refaz essa comunicação com sua Encarnação. Morte e Ressurreição. Ele é Deus e Homem. Pentecostes refez Babel com a língua e o fogo do Espírito Santo na Igreja até hoje.
2-BELTRAMI, Arnaldo Monsenhor, Dia Mundial das Comunicações o Papa fala aos comunicadores- ed. O recado. 1ª edição 2001.
1ª ONDA - Comunicação Rural: Milhões de anos
A hipótese Big-Bang coloca o início da criação do nosso planeta há 15 milhões de anos. Os animais começam a aparecer na terra há um bilhão de anos. O homem surge há 8 billhões de anos . Assim começa a 1ª onda que é a sociedade agrícola e a comunicação rural, onde o poder é a terra. Essa comunicação durou 8 milhões de anos.
O homem começa a se comunicar com outros através de sons e gestos indicativos de objetos e intenções. Som do tambor, da flauta e do chifre. Barulho da alegria e silêncio da tristeza. 'Latir', mostrando com o gesto, para dizer cão'. A mímica é o gesto, a primeira forma de comunicação. O gesto é a expressão exterior, espontânea, rápida, de uma atitude interior. O corpo é o primeiro 'meio' de comunicação. A primeira comunicação é não-verbal. A celebração litúrgica exige, hoje, mais gesto e corpo, mais comunicação não-verbal.
Com base nessa experiência, começa a comunicação verbal, falada, com silaba e depois palavra, há 100 mil anos. Primeiro, com nome próprio (indivíduo) indicando determinado objeto. Depois, com nome comum (coletivo) indicando todos os nomes de determinada espécie, como 'peixe', 'árvore'. A palavra se transforma em vestimenta das idéias, comunicação de conhecimentos.
Mais tarde, há 6 mil anos, o homem aprendeu a desenhar animais, plantas e cenas da natureza. São os pictogramas das cavernas, registrando passagem de nômades. Um dia o homem gravou uma marca à qual deu um significado. À partir desse sinal começou a descoberta da escrita.
Esse sinal pode ter sido o número de caças do caçador. A invenção da escrita começa 4 mil anos antes de Cristo, com os hieróglifos ou pictografia. É a representação desenhada de objetos e fatos, que em sucessão formava um relato, uma reportagem. Alguns desses desenhos tomaram sentido convencional e passaram a significar conceitos. São os ideogramas, como a escrita chinesa, que aparecem nos templos e monumentos do Egito, mas ainda sem som.
Afinal, há 1500 anos antes de Cristo, surge, na Fenícia, o alfabeto, o fonograma, a escrita com voz humana. Era um sinal gráfico com sinal fonético correspondente, escrito em pedra, madeira, metal, bambu, concha, barro, osso, casca, folha.
Os papiros eram tiras de planta, compridas, encharcadas, cruzadas e secas, que serviam para escrever. O papiro aparece no Egito 1.200 anos antes de Cristo.
O pergaminho era pele de carneiro ou bezerro, que aparece em Pérgamo, na Turquia, no século 2º depois de Cristo, e era o único material de escrita na Europa, no século 8º.
O papel surgiu na China, no 2º século antes de Cristo, feito de casca de árvore com seda, água e resina para se tornar uma pasta e depois folha fina. O papel foi para a Coréia no 2º Século depois de Cristo, para o Japão no século 3º e para a Índia no século 7º. O papel só chegou à Europa no século onze.
Com o papel e a demora dos copistas manuais, surgiu a tipografia, a escrita impressa com letra móvel, para agilizar a multiplicação de livros. O alemão Gutenberg inventou a tipografia em 1445. A Bíblia de Mogúncia, Alemanha, foi a primeira obra impressa com 299 caracteres, em 49 linhas e duas colunas. Existem ainda hoje 49 exemplares dessa Bíblia, 12 exemplares estão impressos em pergaminho.
O jornal impresso só apareceu no século 17. O primeiro semanário apareceu na Alemanha em 1609, tornando-se diário em 1660. O primeiro diário surgiu na Inglaterra em 1622 e na França em 1631. O primeiro jornal brasileiro foi mensal, "O Correio Brasiliense", impresso na Inglaterra, em 1808. A imprensa logo se tornou arma política e poder social.
2ª ONDA - Comunicação Elétrica: dois séculos
Com a invenção da eletricidade comercial, em 1729, e o aparecimento, em 1775, da máquina à vapor, o motor à explosão e produção em série, surgiu a 2ª Onda da sociedade industrial, onde o poder não estava mais na terra e na fazenda, mas na matéria-prima e na fábrica. A 2ª Onda demorou apenas 200 anos.
Mas foi uma Onda de descobertas e progresso. Com a estrada de ferro em 1840, a foto branco e preto em 1839 e foto em cores em 1891, além do correio, telégrafo à cabo, máquina de escrever, telefone, microfone (1854), toca-discos, telegrafia sem fio, automóvel a gasolina (1880), linotipo (1885), cinema mudo (1895) e cinema sonoro (1927).
3ª ONDA - Comunicação Eletrônica: 70 anos
Com a primeira transmissão de rádio, em 1901, quando Marconi, estando na Itália, ligou as luzes do Corcovado no Rio de Janeiro, começou a revolução eletrônica, enriquecida com a válvula em 1905, com o transistor em 1948 e com a fibra ótica em 1977. Foram 70 anos de 3ª Onda e telecomunicações, em que o poder esteve nos Meios de Comunicação Social. Quem tinha os MCS, tinha o poder econômico, político e cultural.
Em 1920, apareceu o rádio comercial na Inglaterra, Estados Unidos, Rússia, França, Alemanha e Brasil (1924). A televisão branco e preto surge na Inglaterra em 1935, em 1937 na França, em 1940 nos Estados Unidos e no Brasil em 1950. A TV em cores nasceu nos Estados Unidos em 1951 e veio para o Brasil em 1972.
A comunicação de massa substituiu o púlpito da igreja e a cátedra da escola, fazendo concorrência com o magistério da Igreja. Então, a Igreja sofreu da síndrome do púlpito, achando que só ela sabia e todo mundo era 'leigo'. Sofremos, até hoje, as conseqüências dessa comunicação autoritária, vertical e invasora. Por isso, não se deu bem com a moralidade do cinema e com a influência da televisão no comportamento. Foi excelente na imprensa e muito bem no rádio.Hoje a Igreja está consciente de que chegou atrasada no uso da televisão e dos audiovisuais para evangelizar. Tem procurado qualificar sua comunicação e profissionalizar seus comunicadores.
O importante nesta Era foi a organização da comunicação da Igreja, tanto com setor de comunicação e assessoria de imprensa na Conferência Episcopal, como com pastoral da comunicação nas dioceses e paróquias. A Igreja buscou garantir uma presença qualificada e significativa na mídia da cidade. Buscou ser presença entre os profissionais da comunicação e formar opinião pública usando com técnica e linguagem adequada dos MCS e educando o povo para a Leitura Crítica da Comunicação.
4ª ONDA - Comunicação Informática: poucos anos
A 1ª geração do computador (ENIAC) surge em 1946 e ocupa uma sala inteira da universidade. Aparecem os transistores em 1948, as micro-ondas em 1950, a 2ª geração de computador e, 1956, o satélite comercial em 1962, a 3ª geração de computador e satélite para telecomunicações em 1964, a 4ª geração de computador em 1970, o 1º computador pessoal da Apple em 1975, o 1º videogame em 1976, a fibra ótica em 1977 e a IBM traz, em 1981, seu Personal Computer.
Veja a velocidade e o volume do progresso da telemática. A comunicação rural demorou milhões de anos para se modificar. Na comunicação industrial foram 200 anos. A comunicação de massa durou um século. Agora a comunicação se transforma anualmente. . Estamos na 4ª Onda, onde o poder é informação globalizada, veloz e volumosa. É a Onda da espiritualidade, do virtual, da subjetividade, da viagem para dentro de si e da busca do transcendente. É a era do misticismo, da espiritualidade, religião, filosofia, psicologia, em que a pessoa busca sua rede de relações, a partir das convergências e da síntese do eu com o nós.
A marca da 4ª onda é a Internet, que é uma rede de pessoas e de redes de computadores, sem proprietário e sem responsável global. É um sistema de informação global aberta para todos, levada para o planeta por um provedor. É de todos e não é de ninguém.
A Internet nasceu nos Estados Unidos, em 1969, para servir aos militares. Em 1971 é criado o programa de e-mail. A 1ªconexão internacional aconteceu em 1973 entre Londres e Noruega. Em 1975, a Apple lança o 1º computador pessoal. E, 1976, surgem o 1º Videogame e processador de texto. Em 1979 as primeiras universidades se conectam. A IBM lança o Personal Computer (PC), em 1981. Em 1984 há mil redes interligadas, que chegam a 100 mil em 1989 e a um milhão em 1992. Em 1990, surge o 1º. Provedor comer-cial da Internet, que só chega ao Brasil em 1994. Em 1995, empresas privadas, como IBM e MCI, começam comercializar conexões por internet. Desta vez, a Igreja não foi contra a internet, caminha junto e procura evangelizar por essa via planetária. Em 1996, se consolida a RIIAL Rede Informática da Igreja na América Latina. Nesse ano a CNBB Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil em Brasília, começa a se comunicar pela Internet www.cnbb.org.br, além do CELAM Conselho Episcopal Latino-americano em Bogotá, Colômbia www.celam.org, e a igreja de Roma www.vatican.va.
A 23 de dezembro de 1996, a Arquidiocese de São Paulo, com outras 40 Congregações Religiosas, lançou seu Provedor Cidadanet de acesso à Internet. A homepage da Arquidiocese entrou na infovia dia 17 de janeiro de 1997 e foi implantada com 13 links a 9 de abril de 1997, recebendo mais de 100 visitas diárias, desde 28 de julho de 1997, no seguinte endereço www.arquidiocese-sp.org.br .
Hoje há muitas possibilidades para que sua Paróquia tenha de graça o seu site. O provedor Catolicanet www.catolicanet.com.br tem tudo projetado para atender sua solicitação. Fone (11) 5182.6800. O problema é o que se coloca no site paroquial. O importante é colocar informações que os outros querem ter. Nome, foto, função, endereço dos padres e responsáveis das pastorais, movimentos e serviços, detalhar o expediente paroquial e funcionamento da secretaria, com orientação para celebrações de missa, batismo, casamento, funerais, catequese, confissão, atendimento aos doentes. O importante, também, é contar a história da paróquia, da igreja, dos movimentos e pastorais, com seus objetivos, projetos, endereços, responsáveis e condições para participar. É interessante, ainda, ser original, sem copiar textos de outros e estar organizado para responder, agilmente, às dúvidas dos paroquianos, comentar o evangelho do dia, ter jogos para crianças.
Impressionante essa visão global sobre a história da comunicação, é a história da comunicação de Deus conosco. Ela começa em Deus para ser fator de comum-união, mas o homem faz dela motivo de confusão e o Espírito Santo resgata sua nova linguagem e ardor.
Veja quantos milhões de anos foram necessários para construir e consolidar a comunicação interpessoal e grupal, que são as dimensões fundamentais de nossa relação.
Com a eletricidade e eletrônica, a comunicação foi massificadora, desrespeitando a dignidade e liberdade da pessoa. Estamos na telemática e informática que nos dão dimensão planetária e a sensação de que a comunicação foi democratizatizada e a palavra pertence a todos.
Sinta a honra e a responsabiliadade de comunicar hoje!
1 - Definição:
Comunicar: Fazer saber; tornar comum; participar 4
Comunicação: Ato ou efeito de comunicar-se; Ato ou efeito de emitir, transmitir e receber mensagens por meio de métodos e/ou processos convencionados, que através da linguagem falada ou escrita, quer de outros sinais, signos ou símbolos; quer de aparelhamento técnico especializado, sonoro e/ou visual. 5
Comunicação é processo, não é meio 6, por isso devemos nos preocupar com o que vamos ou o que queremos comunicar, a quem se destina, para então buscar uma forma de fazer chegar a mensagem até o receptor; essa forma de fazer chegar é o meio para fazer a comunicação.
As formas de comunicar: devem ser criados instrumentos que garantam um processo de comunicação participativo e circular, cf. Doc. 59 da CNBB.
Falar, ouvir, escrever, dançar, o toque, o olhar, o som, o silencio, a cor, a escuridão, etc., estar atento a tudo isto, pois tudo comunica, dependendo da forma utilizada o resultado pode ser diferente do que queríamos comunicar.
2 - Comunicar presume ser entendido, então é necessário a avaliação o feedback, para analisar o que está se tentando transmitir. "Aprende-se a Comunicar avaliando a comunicação"7.
3- A quantidade pouco significa, é preciso qualidade: "Fazer avaliação crítica dos projetos implantados, à luz da dinâmica da comunicação"8.
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IV - PASTORAL DA COMUNICAÇÃO -PASCOM
a) Pastoral da Comunicação é comunhão, é o elo de ligação entre todos os eventos, pastorais, movimentos, associações que tem na comunidade, bem como com os meios de comunicação que existem fora da comunidade (jornais de bairro, rádios comunitárias, etc.). Ela não é mais uma pastoral, mais é o que dá comunhão, pulsação nas atividades e na existência da comunidade. É a presença efetiva de toda a comunidade em todo e qualquer e vento.
b) O que não é Pascom? Um boletim, um mural, página de Internet, etc., não são Pastoral da Comunicação, mas formas utilizadas pela equipe de comunicação. Muitas vezes se reduz a Pascom a um desses meios, o que significa prejuízo da qualidade de um trabalho. Todos os meios de comunicação que a comunidade possui devem estar abertos a todos.
c) Por que ter uma Pastoral de Comunicação em sua comunidade? Para fortalecer a co-munhão, para que todos tenham conhecimento e possam participar dos eventos da comunidade. Para dinamizar e tornar mais viva e participativa as celebrações. Para divulgar a Paróquia para dentro e fora dela. Para chegar mais perto das pessoas, saber utilizar a linguagem adequada para cada meio, para cada tipo de participante, enfim para levar a Boa Nova a todos sem distinção, sem separação, sem medos, sem preconceitos.
Temos também um grande empenho dos Bispos no Brasil, para que cada comunidade tenha sua Pascom, conforme orienta o documento 59 da CNBB: IGREJA E CO-MUNICAÇÃO RUMO O NOVO MILÊNIO, de 1997.
d) Como Iniciar a Pascom? O Pároco é o responsável por todas as pastorais da Paróquia, no entanto, ele não pode e não deve realizar tudo sozinho. Por isso, ele delega os trabalhos às equipes correspondentes. Assim sendo, para iniciar uma Pascom o primeiro passo é organizar uma equipe composta por pessoas interessadas em comunicação. O segundo passo é um levantamento dos re-cursos já existentes na comunidade e no bairro, estar em contato com todos os grupos organizados dentro da paróquia e nos meios de comunicação fora da Comunidade, independente de participarem das reuniões específicas da Pascom. É a alegria da paróquia, pois faz com que as pastorais se conheçam, se integrem, se mexam e realmente atuem. A equipe deve ter criatividade na busca da di- vulgação da Boa Nova; ser canal e unidade de comunicação.
e) Técnicas de Reuniões: Um dos grandes canais de comunicação na comunidade são as reuniões, a equipe de comunicação pode auxiliar apresentando técnicas de reuniões, ajudar a evitar reuniões intermináveis, sem objetivos ou muito formais.
f) Temos um campo muito amplo de atuação em nossa pastoral. Muito a aprender, muito a desenvolver;
g) A Pascom tem muita responsabilidade, é a poderosa solução para a necessidade urgente de conversão e evangelização.Tem tudo para funcionar, não pode e não deve incorrer nos velhos vícios que embaçam o projeto urgente de Jesus.
É vitalidade; intercâmbio de experiência profissionais e espirituais, levando incentivo e metas às comunidade regionais.
A Pascom deve ter humildade para saber trabalhar em equipe e não em eu-quipe.
A Pascom deve ser o elo de ligação entre as pastorais; pode ampliar o diálogo entre as pessoas e enriquecer a liturgia.
O objetivo da Pascom é fazer com que todos os meios de comunicação estejam voltados para mostrar os valores reais da vida.
A Pascom deve promover mais fraternidade, mais solidariedade; motivação para melhores dias de paz e união. Deve permear todo o trabalho da Igreja.
A Pastoral da comunicação é o elo de ligação entre a Igreja e a comunidade local e mundial:
Munindo-se de métodos de evangelização;
Dando o sentido e gosto de ser Igreja;
Transformando critica em colaboração;
Despertando curiosidade, busca e cooperação
V - O QUE SÃO MEIOS DE COMUNICAÇÃO?
Meios de Comunicação são formas, instrumentos, veículos utilizados para transmitir uma me-sagem. Vejamos alguns destes meios:
Uma forma de comunicação por escrito, pequeno, que normal-mente trata do interesse de um grupo ou uma comunidade;
Como Fazer: - Formar uma equipe com pessoas que tenham paixão pelo trabalho e que não tenham medo de aprender;
Saber qual é o público alvo;
Qual é o objetivo do boletim;
Ter reunião de pauta;
Distribuir funções;
Determinar prazos para entregar as matérias; digitar; revisar; diagramar e encaminhar para gráfica.
Determinar tiragem; tipo de papel, colorido ou não.
Forma de distribuição: através das pastorais e pessoas a seu alcance; entregar em mãos, para incentivar a leitura; mala direta aos dizimistas; etc..
Avaliação periódica;
Anúncios, escolher pessoa que possa ter discernimento e ética na escolha dos anunciantes, ou mesmo buscar uma outra for ma de manutenção deste meio.
Painel com informações e notícias. Podendo ter textos, desenhos, fotos. É popular,deve ter uma boa localização, atingir a todos os que passam pelo local; deve estar sempre atualizado; deve ser feito de forma a facilitar a leitura.
Objetivo: Atingir igualmente aos freqüentadores assíduos e flutuantes. É uma alternativa econômica, custa pouco para manter a comunidade informada.
Disposição: Dos dois lados na entrada da Igreja. Com iluminação adequada para leitura.
Linguagem: Coloquial, objetiva, com revisão de ortografia e concordância. Letras de tamanho, que permitam a leitura.
Diagramação: O mural deve ter sua arte bem cuidada, como o jornal. Quanto mais limpo o visual, tanto melhor. Deve dispor de colunas fixas como agenda e toda programação fixa da Comunidade.
Reunião de pauta para elaborar o Mural; estabelecer uma frase da semana; conter frases, slogans que tenham a ver com a paróquia, com o tempo litúrgico, campanhas, etc..
Ter todas as leituras das missas durante a semana e no Domingo.
Conter convites, informações, chamados que despertem mobilização, entrega.
As informações devem ser semanalmente recicladas. Caso contrário, não se cria o habito de acompanhar seu conteúdo. A estética deve ser impecável.
Não deve ser apenas um espaço livre onde cada um coloca o que quer sem um planejamento.
Ser um ponto de fixação dos avisos e comunicados feitos durante as celebrações.
O Mural não descarta o jornal. Apenas o completa.
Cuidado quem muito fala nada comunica, mais de 3 avisos já se perde; lembrar de ligar o aviso ao mural , ao boletim, ou mesmo tê-lo, por escrito para que as pessoas não se esqueçam.
Devem ser de interesse geral, claros e objetivos, seguindo as regras de como escrever uma notícia (os 5W e 1H, que explicaremos no item como fazer uma notícia).
É uma ótima forma de comunicação com todas as idades; bom para dinamizar as celebrações; para aumentar a participação; para manter-se grupos em atuação;
Como e onde utilizar o teatro:
a) Celebrações: evangelhos e homílias; ações de graças; rito das oferendas.
b)Fora da Celebração: Pastorais sacramentais;
Grupos de Reflexões; Catequese; cursos;
c) Datas comemorativas: Páscoa; Natal; Dia das Mães, dos Pais, Festa do Padroeiro;
Utilizar do teatro, das encenações para divulgar os textos bíblicos, confrontando com a realidade diária da comunidade, abrangendo tudo que a cerca, no âmbito bairro, cidade, país, mundo.
Para fazer uso desse recurso de comunicação, o grupo pode utilizar-se dos materiais e equi-pamentos que dispuser, não é necessário partir para uma caracterização dos indivíduos, o que importa é levar a mensagem, traduzindo-a para o público a que se destina.
Forma de auxiliar em todas as reuniões, de quaisquer grupos, facilitando entrosa-mento e participação de todos; ajudando para se alcançar os objetivos ou meta de cada reunião.
Quebra a limitação das informações, a Igreja ainda é muito tímida, teria que utilizar mais esse espaço, pois é uma das formas mais econômica de se fazer noticia. É importante frisar que essa forma de comunicar não acaba com as demais, pelo contrário necessita de todas elas para se tornar conhecida, a Internet só quebra as fronteiras podendo ser alcançada por pessoas e locais nunca antes esperados. Para se pensar em uma página, um site, é necessário ter-se: um computador, um servidor com o qual você se liga à rede, um telefone que estará ligado ao computador para você se ligar com a rede, a partir daí os programas que serão colocados em seu computador para poder começar a fazer sua homepage e seu site.
Proposta social:
- socializar o conhecimento;
-escola de informática para a comunidade;
- grupo de treinamento para o uso a Internet;
-atrair fiéis (ex.: ensinar a fazer currículo, homepage) ;
-Ampliação do campo de atuação;
-Pesquisa;
-Grupos de discussão;
-Links de acesso a outras comunidades, Vaticano, etc.;
Agilizar tempo;
Publicar o jornal, boletim pela Homepage; divulgar trabalhos pastorais.
Enfim usar a Internet "porque a tecnologia também é uma obra de Deus".
Este item é tão importante na Comunicação Eclesial que o Papa João Paulo II, o elegeu como tema do Dia Mundial da Comunicação de 2002.
A proposito disto estamos relembrando trecho de um artigo do Monsenhor Arnaldo publicado na coluna do Vicariato da Comunicação, no jornal O São Paulo, em Outubro de 1999:
"A Internet é o meio de comunicação mais formidável depois do telefone (1876). Democratizou a comunicação, dando a palavra a todos. É uma praça eletrônica planetária, onde todos podem se encontrar, fazer amizade e trocar interesses. É a aldeia global prevista por Marshall MacLuhan. É o correio eletrônico instantâneo e veloz no momento que quisermos. Criou a relação interpessoal sem fronteiras e virtual.
A Internet nasceu em 1969 como rede de comunicação para fins militares; cientistas norte-americanos fundaram a NSFNet, para trocar textos e dados, tornando-se a rede dorsal da Internet. Em 1990, as universidades em todo o planeta se conectaram pela Internet. Em 1995, empresas privadas como IBM e MCI começaram a participar da gestão comercial das conexões Internet.
Em 1996, a Internet nasceu para o planeta, atingindo todos os computadores pessoais do mundo, através de empresas de telemática. Em 1996 se consolida a Rede Informática da Igreja
na América Latina (RIIAL); pensada em 1987 e projetada em 1990 pelo Pontifício Conselho para Comunicações Sociais de Roma, em parceria com o Conselho Episcopal Latino-americano (Celam) e várias conferências de bispos do continente, como a CNBB, para iniciar a rede universal dos católicos.
Veja como a Internet é recente. Fique feliz, porque a Igreja desta vez não perdeu a carona...
Desta vez a Igreja não teve medo da novidade. No passado, a Igreja não soube aproveitar as possibilidades do cinema e da televisão. Está chegando atrasada na mídia. Mas hoje o Papa e a maioria dos bispos têm sua página pessoal na Internet".
O artigo citado continha, ainda, uma exortação às paróquias para que entrassem na era da informática.
Como a orientação ainda é válida e a preocupação com o "isolamento" continua, é útil indicar uma "visita" ao "site" católico www.catolicanet.com.br, para maior conhecimento. A alternativa, para os 'sem-computador' é o telefone (11) 5182-6800, da catolicanet "o Portal da Família".
Uma forma de popularizar os acontecimento, de chegar mais rápido nos lugares onde as pessoas estão;
É um dos meios mais próximo do povo, devido a praticidade;
Deve ser utilizada linguagem simples, ter voz clara, saber falar, ter boa locução.
Rádios comunitárias são uma porta aberta para o povo, onde o povo tem voz e vez, pode falar, se expressar.
O9 rádio nasce em 1922 no Brasil, quando foi realizada a primeira transmissão oficial na festa do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro. Aos poucos durante as decadas de 30 a 50 o rádio se tornou popular.
Constata-se que mais de 98% dos domicílios brasileiros possuem um receptor de rádio. A sua praticidade, mobilidade, fazem com que o rádio continue sendo um veículo de comunicação próximo mesmo em diferentes circunstâncias, quer seja no trabalho, no trânsito, no campo, na cidade, no mar ou no mato. Emílio Prado afirma: "O rádio é o sistema de distribuição de mensagens mais extenso, ágil e barato com que conta a sociedade atual. Nenhum outro meio pode competir com a sua mobilidade".
A liberdade de comunicação é a mais preciosa da liberdade. A liberdade de comunicar é um caminho de duas vias, o de informar e de ser in-formado. O artigo 5º da Constituição brasileira garante o direito de comunicar e ser informado e muito mais...
A luta pela democratização da comunicação deve ser uma bandeira de todos. Precisamos democratizar o direito quanto ao uso dos meios, a democratização da comunicação nos departamentos públicos inclui-se aqui a democratização da comunicação também nas comunidades.
Uma das lutas pela democratização dos meios é a luta pelas rádios comunitárias. Já existe a Lei n.º 9.612. de 19.02.1.998, que no seu primeiro artigo diz: "Denomina-se Serviço de Radiodifusão comunitária a radiodifusão sonora, em freqüência modulada, operada em baixa potência e cobertura restrita, outorgada a fundações e associações comunitárias, sem fins lucrativos, com sede na localidade da prestação de serviço. Trata-se de uma emissora com potência de até 25 watts e com antena de no máximo de 30 metros".
O projeto de comunicação através da rádio comunitária deve ter por princípio a cidadania do povo, o seu dia a dia, garantir a participação do povo nas decisões dos o bjetivo s e grade de programação, através de um conselho de representação de várias entidades. Que pessoas organizadas em grupos produzam e apresentam programas na emissora. Por isso se diz: Não basta estar no ar, é preciso ser comunitária.
Para muitos ainda não é necessário divulgar o que se faz, por isso muitos não conhecem a dimensão do trabalho comunitário em cada bairro;
Devemos saber aproveitar as influências positivas do Marketing e diferenciar as negativas.
Utilizar a Publicidade para "vender" nosso produto, por exemplo: músicas para conquistar as crianças e através delas os pais e os demais familiares.
Saber explorar todos os meios de comunicação que a comunidade possui, fazendo bom uso com linguagem adequada para cada meio e para cada público a que se destina.
Saber inovar para conquistar, chamar a atenção, convidar, persuadir.
Mesmo dentro das celebrações saber utilizar-se dos recursos disponíveis de acordo com o público participante, para cativar e conquistar a sua participação.
Importante: tudo que é feito deve ser avaliado, para saber se atingiu o objetivo, não ter medo de avaliar, criticar e ser criticado e mudar o que for necessário.
Como o teatro é uma forma de tornar compreensivas muitas mensagens, além de unir grupos e ajudar o próprio indivíduo a aumentar a auto-estima.
Normalmente o que existe está na esfera da comunicação interna, ou melhor, para dentro.
Este aspecto é muito importante para a vida da Igreja porque sem comunicação não se faz comunhão.
Mas não é suficiente falar apenas para dentro da própria Igreja, é preciso anunciar a Boa Nova a todos os povos, Evangelizar!
De fato, é muito importante falar para fora, falar para a cidade e para o mundo. Ir para além das quatro paredes. Este aspecto também é muito importante porque a Igreja é essencialmente missionária.
É preciso abrir uma janela para fora, um Outdoor!
A Arquidiocese de São Paulo tem esta riqueza imensa que é a Rede de Outdoor, com mais de sessenta 'janelas' espalhadas pela cidade, através das quais pode quinzenalmente mandar sua mensagem aos que não vem até os templos e celebrações.
Numa iniciativa pioneira, o Vicariato da Comunicação foi colocando os Outdoors em muros de igreja, colégios e conventos, utilizando espaços já existentes e até então não aproveitados para a comunicação com a cidade.
A custo zero, devido a um acordo com uma empresa, o que era muro virou 'janela' e o que era silêncio virou COMUNICAÇÃO. Gente que há muito tempo não entra numa igreja estará sendo atingido por um apelo evangelizador. E isto é comunicação.
Mas precisamos ainda muito mais. Temos que abrir novas janelas, isto é, colocar mais placas em outros muros e paredes. Ainda há muitas igrejas que não aderiram à Rede de Outdoor ou ainda não tiveram acesso a ela.
Queremos chegar logo à marca das cem placas.
Não podemos ficar fechados por melhor que seja a nossa casa. Precisamos abrir as 'janelas' e as portas, escancarar nossa verdade e repartir com os outros a nossa felicidade.
Na sua paróquia, comunidade, convento, escola católica, centro comunitário, já foi colocado o Outdoor do Vicariato da Comunicação? Você não gostaria de saber mais sobre como funciona o Outdoor? Não espere, fale com o Vicariato através do telefone 3826-0133, ramal 234, e abra mais espaço para a divulgação do Evangelho.
Como é o Outdoor?
Cartaz com 3m de altura e 9m de comprimento com troca de mensagens a cada 15 dias, gratuitamente, para evangelizar a cidade. É utilizado para fazer campanhas durante o ano, a fim de veicular mensagens evangelizadoras, impressas em até duas cores.
Durante as celebrações fazem a complementação das orações, e ligações dos temas, pode e deve ser usada nas reuniões, ajudando a manter os participantes alertas e entusiasmados.
A missão da Igreja é o anúncio do evangelho pela palavra e pelo exemplo. Nas nossas celebrações nós anunciamos a palavra de Deus: cantamos, rezamos e repartimos o pão. É da maior importância a qualidade do som através do qual nós vamos anunciar a Palavra e cantar nas celebrações. Como é importante investir no visual para que nossas igrejas sejam acolhedoras e lindas aos nossos olhos, nós precisamos investir muito mais para que nossos ouvidos sejam agradados pelo som que amplia nossa voz. Por isso, o som deve ser pensado quando se faz o projeto de uma igreja para que ele seja lindo, mas também acústico.
Os aparelhos de som não podem ser comprados com o que sobra da construção, mas devem entrar no projeto e deve-se investir na melhor qualidade possível, pois vão comunicar a vida de Deus.
O sacrário acolhe o corpo de Cristo e o som transmite a sua Palavra, por isso deve ser o melhor que existe na atualidade.
Hoje temos mesas e caixas de som amplificadas importadas de ótima qualidade e microfones sem fio, de mão e de cabeça muito bons (atenção que
os microfones de lapela e outros só funcionam bem em estúdios por isso são utilizados por locutores de jornais televisivos. Nas igrejas devemos utilizar microfones de palco para evitar ruídos desagradáveis; os cabos devem ser trocados periodicamente). O som deve ser bem instalado por um técnico que entenda de som e não de eletrônica.
Invista em um som de qualidade e o povo de Deus vai se sentir feliz e sem dores de ouvidos no final das celebrações.
13 -Vídeo, DVD, Slides
Recurso que pode ser utilizado nas diversas pastorais, contribuindo para dinamizar a transmissão de conteúdo. Dentro desses meios, podemos também montar uma videoteca, com filmes que possam auxiliar na formação religiosa, profissional, social e intelectual dos paroquianos, se for o caso, pode servir como uma fonte de recurso.
Uma forma de auxiliar a comunidade, principal-mente as carentes, sendo um local que pode ajudar a tirar as crianças da rua, pode ser uma forma de lazer, e mesmo um recurso de formação para todos. Pode ser formada através de doação, não necessitando gastar para se montar, precisa apenas um espaço e voluntários para organizar e controlar a utilização e devolução dos livros.
12: O aparelho que chamamos "datashow" é um projetor de imagens ligado a um computador ou a uma câmera de filmagens. Poderíamos pensar que o datashow pode substituir o monitor do computador e, portanto, tudo que vemos num computador podemos projetar numa tela.
Esta facilidade permite que em vez de termos transparências que são colocadas sobre um retroprojetor, podemos gerar uma imagem e projetá-la diretamente na tela, sem a neces-sidade da confecção da transparência. Mas, a grande vantagem do datashow é poder colocar movimento e som nas apresentações.
Pode-se passar até um filme, via computador.
Para uso pastoral o datashow terá grande utilidade, apesar do custo ser mais elevado. O conjunto mínimo necessário para a sua utilização é um computador (que não precisa ser muito sofisticado) e um datashow.
Geralmente ele possui controle remoto porque o melhor posicionamento na sala é quando ele fica fixado no teto. O que não significa que não podemos colocá-lo sobre uma mesa ou um suporte adequado. No seu posicionamento devemos pensar que iremos fazer a pro-jeção de um filme.
Quando o datashow for utilizado para auxiliar uma palestra ou catequese deve-mos levar em conta as dicas para a
confecção das tradicionais transparências: evitar letras muito pequenas, cuidar do contraste de cores, não colocar muita informação em cada transparência, etc.
Um erro que se vê com freqüência é o abuso, veja bem, abuso, dos recursos de animação. Estes recursos permitem, por exemplo, que cada frase apareça sob o controle do palestrista, apareça sucessivamente como pré-programado ou apareça tudo de uma vez.
No começo da apresentação parece engraçadinho que as letras apareçam uma de cada vez, depois vem um desenho, aí aparece um som de vidro quebrando quando se quer destacar uma palavra. E por aí vai. Depois de 10 minutos da apresentação pode acontecer que o "show" na tela chama mais atenção que a própria palestra e/ou todos ficam irritados com as frases entrando e saindo da tela. Por isso, não abuse dos recursos. O importante é o que está sendo apresentado e não como está sendo apresentado.
Outra forma de usarmos o datashow é quando colocamos uma câmera de TV, em vez do computador, ligado à sua entrada. A câmara pode ser focalizada em cima da mesa e tudo que você mostrar, escrever ou fizer será reproduzido na tela. A "transparência" pode ser feita na hora em cima de um papel comum ou pode ser aquela feita de modo tradicional. É possível também ter os dois recursos (computador e câmera) disponíveis que poderão ser utilizados um de cada vez somente com a mudança de uma chave.
Relembrando
Teatro: uma forma de se usar criatividade; é preciso saber determinar o tempo de cada encenação de acordo com o tema; saber utilizar como motivação.
Informática/Rede: saber usar esta moderna forma de comunicar; ter mais conceito e conhecimento de como usá-la;
Mural: Forma prática e menos onerosa de comunicar;
Avisos Paroquiais: especial atenção para a importância desse item, saber utilizá-lo de maneira a que atinja seu objetivo. Deve ser curto, de interesse de todos, claro e completo.
Marketing: Saber priorizar o receptor, fazendo com que ele conheça todos os "ser-viços" prestados pela comunidade.
Boletim: Ter paciência, primeiro formar a equipe.
Requisitos: escrever bem, imprimir bem, divulgar bem. Saber para que e para quem ele se destina.
Rádio: Um dos meios que pode e deve dar voz ao povo. Importante é o respeito ao povo.
Importante
Importante que todos os agentes da Pastoral de Comunicação estejam em sintonia com os meios que a Igreja tem, é imprescindível que seja assinante do "Jornal O São Paulo", que divulgue o jornal, as Rádios e Programação católicas, como as da 9 de Julho, MilíciaSat , bem como a programação de Rede Vida, Século XXI, TV Aparecida e Canção Nova.
É importante também ter um bom relacionamento com o responsável pelo jornal do bairro, saber aproveitar os espaços abertos para divulgar a Boa Noticia. Não esperar que eles peçam notícias e/ou artigos, envie sempre o que tiver.
VI - COMO PREPARAR NOTÍCIAS PARA OS MEIOS?
Cada meio tem linguagem própria, forma de transmitir, espaço a ser utilizado, tamanho da mensagem, porém todos seguem uma regra básica, na hora de montar o conteúdo a ser transmitido.
Quando precisamos nos comunicar devemos escolher um ou mais meio para transmitir e assim verificar como preparar a noticia com a linguagem adequada ao meio escolhido ou existente.
A comunidade pode ser suprida por diversos meios, como o Boletim, o Mural, os Avisos durante as celebrações, as cartas, etc.
Para saber dizer tudo o que é necessário, vamos aprender uma pequena regra que é básica para todos os meios:
Para escrever, falar, mostrar alguma notícia de forma objetiva e completa basta responder as questões: O que? Quem? Onde? Quando? Por que? Como? Que são os 5 W e 1 H do inglês: When? Why? Where? What? Who? e How? da mensagem transmitida e conhecida.
LEAD: - É o resumo do texto contendo as respostas dos 5w, de forma atraente (para que o leitor tenha interesse em continuar lendo), em um parágrafo, sempre o primeiro, com poucas linhas.
Não esquecer de colocar, sempre, o nome completo da pessoa, se não souber como se escreve não ter vergonha de pedir para a pessoa soletrar e se for necessário a profissão da mesma, bem como não esquecer de colocar a data completa de cada evento anunciado.
Continuando, é importante conhecer o público alvo, para utilizar a linguagem própria. Se o meio for dirigido para público variado, utilizar palavras simples que comunique a todos, não usar gíria, modismo, palavrão.
Quando a mensagem a ser transmitida for escrita atenção para o tamanho das letras, cuidado com a utilização de cores, desenhos, etc..
Quando a comunicação for visual cuidado com a postura, forma de vestir, o cenário, pois o que deve chamar a atenção e ser absorvido é o conteúdo, não o contexto onde está sendo exposto.
Acolhida
Recentemente a Igreja começou a prestar mais atenção nesta importante forma de comunicação, que é saber acolher, saber receber, por isso, uma equipe que pode estar presente em todas as celebrações, disseminando sua alegria, cordialidade e simplicidade a todos que buscam aquela comunidade, saber acolher é um tema que que deve estar presente em todas atividades da Igreja, sendo a grande diferença entre o retorno ou não dos que procuram a comunidade.
Liturgia
É o grande meio de comunicação. Elo de comunicação com Deus. Povo que celebra. Tem que ser produtiva e participativa, ter ritmo. O ritmo é a coisa mais importante na comunicação seja falada ou escrita, seja numa celebração, numa palestra, num programa, numa reunião. É necessário que os celebrantes deixem o povo participar, por exemplo, que as preces dos fiéis, seja elaborada e rezada pelos participantes da liturgia, permitindo assim que eles se comuniquem.
Pastorais Sacramentais
Batismo, crisma e eucaristia são a base de formação inicial dos novos cristãos. É um momento privilegiado, que não pode ser desperdiçado: de 0 a 7 anos é necessário e fundamental a base emocional nas pessoas para sua iniciação para a vida. A iniciação cristã é a base do discipulado.
Quando a pessoa procura tem que se aproveitar o interesse, e normalmente os sacramentos são procurados por quem os quer receber ou por representantes, momento rico para se iniciar a evangelização, e neste momento a forma de comunicar é tudo.
Secretaria
É o cartão de visita da comunidade; relações públicas, por isso deve estar em harmonia com o pároco. O secretário cumpre um ministério de acolhida, deve, portanto, conhecer o que faz, conhecer a lin-guagem religiosa, querer bem a todos e querer o bem de todos. É um formador, líder de opinião, por isso, a necessidade de viver em harmonia com todos, em especial com o padre. Saber acolher inclusive pelo telefone.
Movimentos, Associação e Pastorais
A Comunicação deve integrar nos níveis a que pertence, seja movimento, associação ou pastoral e sair do individual, do intimismo. A Igreja é um corpo, tem lugar para todos, tem trabalho para todos. O importante é descobrir qual é o carisma e se integrar e juntos formarem a igreja que é o corpo de Deus. É NECESSÁRIO EVITAR O ISOLAMENTO E O PARALELISMO.
Entidades e Jornais de Bairro
A Igreja deve servir o bairro. Os jornais precisam de notícias, se conseguirmos manter um canal de comunicação pode ser uma fonte nova de evangelização, chegando a um outro público, que muitas vezes a Igreja não atinge. Há objeção, em se manter notícias eclesiais em jornais cuja direção não é ética, é corrupta, e suas atitudes são conhecidas no Bairro, para que aquela comunidade não seja tida como partidária daquele comportamento. É bom lembrar que Jesus foi a todos os lugares em que foi convidado, mas não abriu mão de sua forma de agir, pensar e viver, de sua ética, o que resultava em nunca mais receber convites para determinados locais, então o mesmo deve ocorrer quando nossas comunidades forem solicitadas para escrever ou falar em determinadas entidades e jornais, aproveitar o espaço e mostrar sua cara, isto é, a Cara de Jesus, que com certeza, se nã o for o que eles querem não haverá mais convites.
VIII - VICARIATO DA COMUNICAÇÃO
É região episcopal para o ambiente específico da comunicação; para ser presença significativa de Igreja no ambiente dos comunicadores; para atingir o maior número possível de comunicadores; ser fermento de Evangelho nos meios de comunicação, além da organização arquidiocesana, como "nova comunicação" do Reino.
Andreola, Balduino -Dinâmica de Grupo, Jogo da Vida e Didática do Futuro Editora Vozes Petrópolis 1999
Beltrami, Monsenhor Arnaldo - Dia Mundial das Comunicações O Papa fala aos Comunicadores - O Recado Editora Ltda. São Paulo
Beltrami, Monsenhor Arnaldo - Como Falar aos Meios de Comunicação da Igreja Vozes Petrópolis RJ
CNBB - Documento 59 Igreja e Comunicação Rumo ao Novo Milênio - Paulinas São Paulo
Decreto Inter Mirifica - Documento do Vaticano II Equipe de Reflexão Setor Comunicação Social da CNBB - Livro e Vídeo: Paróquia em Comunicação Paulinas São Paulo
Dyna, Onivaldo (org.) - Dinâmicas em fichas Centro de Capacitação da Juventude
Lage, Nilson Linguagem Jornalistica Rdutira Ática São Paulo
Lage, Nilson Linguagem Jornalistica Editora Ática São Paulo
Marins, José; Trevisán, Leonide; Clanona, Carolee Dinâmicas Centro de Reflexión Teologica, A. C. 1997
Mayer, Pe. Canísio Viver e Conviver Ed. Paulus 1997
Moreira, Antonio Carlos Comunicação Interpessoal Paulinas São Paulo
(adaptada por Monsenhor Arnaldo Beltrami)
1. Louvado sejas, meu Senhor, pela IMPRENSA que alimenta a inteligência, esclarece o espírito e faz crescer a comum-união.
Obrigado, Senhor, pelos livros, jornais e revistas que aproximam as pessoas, criam vizinhança, diminuindo as barreiras do espaço e do tempo.
2. Louvado sejas, meu Senhor, pelas NOTÍCIAS que circulam por toda a Terra, dando conhecimento e novas oportunidades de ação.
Obrigado, Senhor, pela clareza e segurança da Boa Notícia, pois 'quem sabe, faz a hora, não espera acontecer', a luta contra a ignorância e a libertação da pessoa humana.
3. Louvado sejas, meu Senhor, pelos DISCOS E CASSETES que se tornam extensão da tua voz e expressão dos sentimentos humanos e cristãos do amor e da paz.
Obrigado, Senhor, pela música que dá sentido à nossa vida, pois só tem sentido para mim o que é sentido por mim e a música nos fala o que as palavras não conseguem falar.
4. Louvado sejas, meu Senhor, pelo RÁDIO que é amigo das pessoas solitárias e companheiro do povo, que não vive sem rádio.
Obrigado, Senhor, porque o rádio evangeliza, informa, educa, ensina e diverte todas as classes do povo, promovendo a igualdade e a participação entre as pessoas.
5. Louvado sejas, meu Senhor, pelos AUDIOVISUAIS, pelo cinema e pela televisão, pelo COMPUTADOR, pela Internet, Satélite e Informática.
Obrigado, Senhor, pelas novas tecnologias e pela mídia de hoje que promovem a participação e dão a palavra para todos servindo de descanso, elevação, libertação e solidariedade.
CRÉDITOS Equipe Arquidiocesana da Redação: Sonia Maria Gimenez Revisão:Pe. Eduardo Rodrigues Coelho Diagramação: Maria Cecilia Sodero Vinhas / Waldemar Abel Ilustração: Capa Josemir Eustáquio de Oliveira Adaptação Internet : Santos Araujo
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