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Apresentação de D. Claudio sobre a Mensagem do Papa no 40º Dia Mundial das Comunicações

A Mídia: rede de comunicação, comunhão e cooperação

DSC02673.jpg (44704 bytes)I. Poder de influência da Mídia e a evangelização

1.Celebramos o Dia Mundial das Comunicações no contexto do 40o. aniversário de conclusão do Concílio Vaticano II: documento conciliar "Inter mirifica" sobre os Meios de Comunicação Social

2. A Mídia tem o poder de influenciar toda a sociedade humana. Precisa-se usar do melhor modo possível deste poder em benefício da humanidade inteira.

3.O papa define a Mídia como rede capaz de facilitar a comunicação, a comunhão e a cooperação.

4.Daí seu potencial evangelizador: Deus é comunidade de amor, é comunhão. O homem também é chamado a viver em fraternidade e comunhão. A Mídia com conteúdos evangelizadores ajuda a criar maior comunicação, comunhão e cooperação na comunidade eclesial e na sociedade.

II. A comunicação autêntica

1.O progresso tecnológico dos meios de comunicação venceram o tempo e o espaço, permitindo a comunicação imediata e direta entre pessoas ou comunidade distantes, o que pode servir ao bem comum.

2.Mas nem sempre este progresso é posto a serviço do bem do homem. Nem sempre cria colaboração e comunhão. Isso ocorre quando o comunicador se deixa subjugar pela grande quantidade de informações ou se contenta com verdades parciais ou transitórias (ou omite informações necessárias para o bem comum ou quando difunde mentiras que prejudicam e podem favorecer a discórdia, o conflito, a guerra, a violência, o terrorismo, a cultura da morte).

3.De fato, é preciso difundir as verdades fundamentais e o significado profundo da existência humana, pessoal e social. Desta forma, os meios de comunicação podem contribuir construtivamente para a difusão de tudo o que é bom e verdadeiro.

III. Protagonista da verdade e promotora da paz

1.A Mídia deve ser protagonista da verdade e promotora da paz. De fato, a Mídia facilita o intercâmbio de informações e de idéias, contribuindo para a compreensão recíproca entre os diversos grupos.

2. A Mídia: grande mesa redonda para o diálogo da humanidade. Para isso, evitar de gerar uma monocultura que destrói o gênio criativo, reduz a sutileza de um pensamento complexo e desvaloriza as peculiaridades das práticas culturais e a individualidade do credo religioso. Essas degenerações verificam-se quando a indústria da Mídia se torna fim em si mesma, busca de lucro, perdendo de vista a responsabilidade no serviço ao bem comum.

3. A Mídia para ser protagonista da verdade e promotora de paz deve também garantir uma cuidadosa crônica dos acontecimentos, uma explicação satisfatória dos assuntos de interesse público, uma apresentação honesta dos diversos pontos de vista.

4. Na questão da verdade, o papa sublinha a necessidade de não distorcer a verdade sobre o matrimônio, a família e a vida. A Mídia para ser protagonista da verdade deve também ajudar os pais na educação dos filhos e não deseducar. Também os jovens infelizmente são levados muitas vezes pela Mídia a expressões degradantes ou falsas de amor, que ridicularizam a dignidade doada por Deus a cada pessoa humana e ameaçam os interesses da família.

IV. Três aspectos para a Mídia ser presença construtiva na sociedade

1.Formação: formar para o uso responsável e crítico da Mídia. Formar para entender o impacto do vocabulário e das imagens usados na Mídia. Isso ajuda a pessoa a servir-se da mídia de modo inteligente e apropriado. A Mídia contribui na formação da cultura popular, mas para tanto deve evitar de manipular o povo, em especial os jovens, e procurar educar e servir para a realização de uma sociedade civil digna da pessoa humana, e não a sua desagregação.

2. Participação: a democratização dos grandes meios de comunicação social. De fato, a comunicação é um bem destinado a todos. Deve dar espaço a que todos participem. Como serviço público, a comunicação social exige espírito de cooperação e corresponsabilidade. Sábio uso dos recursos públicos.

3.Diálogo: A Mídia: grande oportunidade de ser presença construtiva na sociedade se promover o diálogo através do intercâmbio de cultura, a expressão de solidariedade e a adesão à paz. Desse modo, contribui na construção de uma civilização do amor.

Conclusão

O papa conclui dizendo: "Cristo é nossa paz. Aquele que de dois fez um só povo (cf. Ef 2,14). Derrubemos o muro de hostilidades que nos divide e construamos a comunhão de amor, segundo os projetos do Criador, revelados através do Seu Filho".

 

 

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