Missas de Quarta feira de Cinzas em São Paulo

Missas de Quarta feira de Cinzas em São Paulo

Por : Cintia Carmin

Em todos os horários, as celebrações contaram com grande presença e participação dos paroquianos.
A missa das 19:30 horas foi presidida pelo Pe.Alfredo Granzotto e concelebrada pelo Pe. Marcos Queiroz.
Pe. Alfredo ao refletir sobre as leituras do dia, chamou atenção para três importantes pontos que marcam a nossa relação com Deus e que devemos estar atentos, principalmente neste tempo de conversão e reflexão que é o tempo da quaresma. O primeiro deles é: ao darmos esmolas não devemos usar a ajuda ao próximo como se fosse uma escada para chegarmos a Deus. Devemos sim, ajudar a quem precisa, mas ao fazê-lo, façamos em sigilo, em segredo. Não devemos fazer da nossa relação com o próximo uma relação de comércio. Se assim for, estaremos retirando toda a autenticidade de nosso relacionamento com Deus. O segundo ponto está relacionado oração pessoal. Nossas orações não devem servir como se fossem uma altopropaganda com Deus. O terceiro ponto está relacionado ao jejum. Não devemos fazer isso como se fosse um sacrifício. Ajudar ao próximo, rezar e jejuar devem nos levar a construir relações autênticas com Deus. Estes são os três grandes pilares de nossa conversão: a conversão para o próximo e não para explorá-lo; a conversão para Deus e não para usufruir de Deus; a conversão de mim mesmo e não para fazer propaganda pessoal.
Após a homilia, Pe. Marcos Queiroz fez uma breve explicação sobre a Campanha da Fraternidade, que este ano tem como tema "É para liberdade é que Cristo nos libertou" e cujo lema é Fraternidade e o tráfico humano. Este ano a igreja nos faz refletir e pensar sobre um tema pesado, mas que está presente na realidade de muitas pessoas que vendem seus órgãos para conseguirem dinheiro. Pessoas que com a promessa de uma vida melhor vão para outros países, na melhor esperança e quando chegam lá as coisas acontecem de outra forma. A dura realidade de povos de países da América Latina que veem para o nosso país, e que aqui vivem situações de exploração. São realidades profundas que estão à nossa frente e de devemos estar atentos para tais situações não se perpetuem. Sejamos solidários com nossos irmãos que vivenciam as situações trazidas à luz pela Campanha da Fraternidade deste ano.

 

Texto: Cintia Carmim
Fotos: Jocely Araujo

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