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Imigrante italiana, madre Paulina chegou ao Brasil ainda criança e aqui levou uma vida Ide sacrifícios, dedicada a Deus e aos pobres e doentes. Nascida em 16 de dezembro de 1865, na vila Vigolo Vatar, em Trento (Itália), foi batizada Amabile Lucia Visintainer, segunda dos catorze filhos do casal Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer.

Em setembro de 1875 veio para o Brasil com a família, seguindo a promessa de uma vida melhor. Junto com outras famílias, Amabile, juntamente com seus pais e irmãos, foi levada para a região de Alferes (SC), onde se estabeleceram. Pela origem dos novos moradores, a maioria italiana, a região passou a se chamar Nova Trento, e a vila que nasceu foi batizada como Vígolo.

Semi-analfabeta, aos doze anos de idade, recebeu a comunhão e começou a participar da vida paroquial, cuidando do catecismo das crianças e da visita aos doentes. Já adolescente, recatada e dada ao trabalho, Amabile ganhou uma amiga inseparável, Virginia Nicolodi. A moça era muito frágil, mancava, mas dividia com a colega Amabile o gosto pela caridade. Em 1887, a mãe de Amabile morreu durante mais um parto. Três anos depois seu pai, Napoleone, casou-se de novo. Dispensada dos deveres de casa, Amabile decidiu se dedicar à oração e à caridade. Começava um trabalho que alcançaria uma dimensão jamais imaginada por ela.

Devotas de Nossa Senhora, as moças tiveram sua vocação religiosa especial reconhecida pelo Padre Marcelo Rocchi, que fora transferido para Vígolo. O passo seguinte veio de uma idéia de Amabile: construir um casebre de madeira, ao lado da Capela de São Jorge, em Vígolo, onde as duas poderiam se recolher para suas orações e cuidarem dos doentes. Sensibilizado, o Padre Rocchi conseguiu a doação de um casebre que pertencia a um rico comerciante, entregando-o às jovens. Em 12 de julho de 1890, Amabile , juntamente com Virgíni a e uma paciente , mudaram-se para o casebre.

A primeira paciente do “hospital” improvisado foi Ângela Lucia Viviani, uma viúva que sofria de câncer. Dentro do casebre havia apenas um colchão para a doente, um monte de palha, no qual as jovens sentavam-se e dormiam, e um quadro de São José, pendurado na parede. Em 1895 as jovens conseguiram a primeira aprovação oficial do Vaticano, que autorizou a criação da Pia União da Imaculada Conceição, que mais tarde seria transformada em Congregação das irmãzinhas da Imaculada Conceição.

Neusa Marchini
Famapa Grupo N. Sra. da Salette

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