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Informativo Abril 2007







Quando pensamos na Páscoa, lembramos principalmente de dois fatos: a fuga dos hebreus do Egito, conduzidos por Moisés, rumo à terra prometida e a morte e ressurreição de Jesus. O significado da palavra Páscoa é passagem. Passagem
de uma para outra situação. Depois de muito tempo sendo oprimidos pêlos Egípcios,
Moisés conduziu os Hebreus penosamente pelo deserto, durante 40 anos, até atingir a terra prometida, rumo ao desejado “leite e mel”. Só depois de atingir essa terra
prometida é que os Hebreus tiveram a sua “salvação da condição de escravos”.

Também no caso de Jesus, a sua “Páscoa” foi precedida de muitas perseguições e
ameaças, em vista do Seu objetivo, que era pregar as “novidades” do Seu novo reino. A sua nova proposta estava alicerçada em princípios que se contrapunham aos privilégios de uns, em detrimento da maioria. Novidades que substituíam as regras do olho por olho, pelas regras do amor.

Era natural que os grandes, que tinham as benesses e escravizavam os “destituídos”, estavam acomodados na sua situação privilegiada e não tinham nenhum interesse em que houvesse, como Jesus propunha, uma “passagem”
para uma outra situação de igualdade e de amor; uma situação em que se substituíssem a opressão, o pecado e desamor, pela misericórdia, pela solidariedade e pela caridade.

Como todos sabemos, antes da ressurreição, Jesus passou por uma morte cruel, pregado numa cruz, como um criminoso, sem ter nenhuma culpa de nada. Ele quis, por amor, assumir todos os nossos pecados e mazelas. Ele quis nos deixar seu corpo e sangue, para ficar sempre conosco em comunhão permanente. Ele quis nos deixar tantos exemplos de vida, contidos nas Sagradas Escrituras, para nos ensinar, para balizar nosso caminho, para nos tornarmos santos, como Ele é santo. Só depois de
cumprida essa sua missão é que o Pai Eterno permitiu que ele fosse glorificado, que ele ressuscitasse.

Também nós temos essa possibilidade de viver a nossa Páscoa pessoal. E, não é preciso esperar a morte para
ressuscitarmos para uma nova vida. Jesus nos deixou todas as condições, todos os condimentos para termos a nossa “Passagem”, da atual situação de erros e pecados, para a nova condição de santidade. Já aqui na Terra, sim senhor! Não precisamos aguardar a chamada do Pai, para exercitar a nossa Páscoa pessoal: basta levarmos a sério os ensinamentos da Sagrada Escritura e estarmos imbuídos de uma vontade forte de nos redimir definitivamente, não obstante os ambientes
inadequados em que vivemos. Aliás, Jesus nos quer nesses ambientes, para servirmos de luz para os nossos irmãos desviados dos seus ensinamentos; é certamente essa a missão que Ele nos deixa, neste momento, enquanto esperamos o nosso chamado. Estejamos preparados para isso: Requer, sem dúvida muito esforço! Que Deus Pai, nos ajude! Como criaturas finitas e inacabadas, necessitamos de muita ajuda dos Céus, para executarmos a nossa “Páscoa” - “Passagem”, ainda aqui na Terra.


Flavio Bettiol
Capela Santa Cruz

 



























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