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Informativo Março 2007

Perdoar: Exercício de Paciência

A neurociência tem avançado muito nos últimos tempos e tem nos brindado com vários conhecimentos e conceitos novos em matéria de pensamento, por exemplo. O Dr. Deepak Chopra, médico endocrinologista indiano, radicado nos Estados Unidos, filósofo de reputação internacional, guru de auto ajuda, tendo escrito mais de trinta e cinco livros, diz em um dos seus trabalhos que: “somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos! Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificadas por eles. Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente. A alegria e a realização nos mantêm saudáveis e prolongam a vida. A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse.”
Perdoar é divino, realmente. É um ato de amor. Exige sacrifícios de quem perdoa. Para perdoar você tem que decidir, a nível consciente, que você realmente quer perdoar tal e tais pessoas. É, antes de tudo, um ato de vontade. Diga: eu QUERO perdoar tal pessoa ou tais pessoas. Tem que ter boa vontade. O grande teólogo brasileiro, Frei Boaventura, diz que o pecado deixa ferrugens
na alma. Eu também acredito nisto. Tudo o que acontece ao nosso redor, está sendo registrado em nossa mente subconsciente. Imagens, ruídos de trânsito, tudo enfim, está sendo captado pela nossa mente. Nossas células têm memória!
Quando você tem uma discussão ou qualquer tipo de desentendimento com uma determinada pessoa, como diz Dr. Chopra, está sendo estigmatizado em seus neurônios. A raiva o ódio, trazem danos ao nosso organismo, mormente o sistema imunológico, pois libera os chamados hormônios negativos, os ACTH (tipo adrenalina e noradrenalina, os hormônios do estresse).
Uma amiga me perguntou a semana passada, quando uma pessoa sabe que perdoou a outra? Pergunta difícil de responder. Mas entendo, que se você realmente decidiu em sua mente consciente, que deve perdoar tal pessoa, você continua a se relacionar com ela, como se nada houvesse acontecido. É uma sensação muito subjetiva. Depende de cada pessoa. Você tem que se sentir
intimamente como se nada houvesse realmente acontecido e continuar a se relacionar com a pessoa normalmente como fazia antes. Mentalize a pessoa e o contexto em que houve o atrito entre você e ela. Sinta em sua mente e coração que você a quer perdoar. Imagine-se na companhia de Jesus, indo em direção de tal ou de tais pessoas. Imagine-se colocando a sua mão direita sobre a pessoa e dizendo-lhe: eu a perdôo em nome do amor de Deus!
É claro que se foi algo bem grave, o “trauma”, a ferida emocional, vai demorar muito mais tempo para cicatrizar, do que se fosse um caso banal.
O importante é querer perdoar. Isto vem com o tempo é um exercício de aprendizado. É imperativo também não criar barreiras subjetivas na mente. Geralmente no recomeço é meio difícil, mas o tempo vai diluindo as cicatrizes emocionais. As feridas emocionais tendem a desaparecer.
Outra coisa importante, é orar pela pessoa que nos ofendeu. É pedir, humildemente, ao Espírito Santo de Deus que delete de nossa alma e coração, aquela ferida emocional nos deixada por um determinado fato. Deseje isto sinceramente em seu coração. Daí fica mais fácil a cura. Perdoar é um ato de inteligência. É lucro na saúde, no corpo e na alma. Então por que não perdoar?
Vale a pena tentar.


Antoni Big Cuore

 

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