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Informativo Março 2007

O que Vamos Aprender com os Evangelhos na Quaresma?

Durante os domingos da Quaresma, vamos ter ocasião de ouvir, ler e meditar sobre os evangelhos, ricos em Dconteúdo e ensinamentos. No primeiro domingo, veremos como Jesus foi tentado três vezes pelo demônio e, as três vezes rechaçou com sábias argumentações, que integravam seus conhecimentos, obtidos através de muita reflexão, muita oração e jejum, durante 40 dias no deserto. Esse tema serve para nos orientar a respeito da importância do conhecimento e da vivência da palavra de Deus; da importância da oração e do jejum; da importância da ligação perene com Deus, em todos os momentos de nossas vidas e não, somente quando dá... No segundo domingo, veremos como Jesus se transfigura, isto é, muda de aspecto, dando-se a conhecer como realmente é na eternidade, em colóquio com Moisés e Elias, que tinham há muito passado desta vida para a vida eterna, para mostrar aos apóstolos que o acompanharam até o Tabor, como seria sua glória futura e para dar a eles a certeza da sua natureza divina; a presença de Deus Pai, fazendo-se ouvir dentro da nuvem, vem como que confirmar que Jesus era realmente o mestre, o messias, que tinha vindo à terra para salvar definitivamente os homens das suas más tendências, adquiridas desde a grande desobediência de Adão e Eva. O ensinamento que podemos extrair dessa passagem é que, também nós temos que nos
transfigurar, isto é, tornarmo-nos melhores e santos, para que os nossos irmãos que esperam de nós para serem evangelizados,
nos vejam assim, transformados e transformadores, intermediários entre eles e a voz que vem do alto, que vem de Deus. No terceiro domingo, Jesus conta a parábola da figueira que não dava frutos e estava apenas inutilizando a terra. Aqui, dois
caminhos nos são ensinados: se continuarmos a não dar frutos na nossa vida, provavelmente seremos cortados e jogados na
fogueira eterna, quando passarmos para a vida definitiva; se porém nos convertermos, colocando em volta de nós o “adubo”
da graça divina, através da oração e das boas obras, é possível que, conforme promessa, sejamos salvos e teremos eternamente
a contemplação da presença de Deus. No quarto domingo, o evangelho nos mostra a parábola do bom filho que à casa retorna, depois de esbanjar todos os bens herdados. O arrependimento pelas faltas cometidas é sempre um ensinamento que devemos ter presente, porque o Pai, na sua infinita misericórdia, está a todo momento disposto a perdoar e aceitar que voltemos à casa paterna. Mas que a conversão seja sincera, estável e permanente. E, se por acaso, as vezes nos sentimos incomodados, invejosos porque nosso irmão é festejado na sua volta à casa, arrependido, peçamos ao Pai, que nos dê muita sabedoria e a compreensão de que, todos têm o direito à salvação eterna; não é porque estamos sempre presentes na igreja e o irmão somente agora voltou arrependido,é que somos mais merecedores que ele. A volta à casa é possível e desejável até os últimos instantes da vida do ser vivente; Deus o espera até o último momento. No quinto e último domingo, Jesus nos conta a história da mulher apanhada em adultério e do modo que ele foi pressionado pelos fariseus a se pronunciar sobre a aplicação da lei de Moisés em tal delito. O ensinamento de Jesus é comovente:“Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. O ensinamento é claro para todos nós: como somos todos pecadores, não nos cabe julgar o irmão pelas faltas cometidas; somente Deus pode julgar. Devemos sim, mostrarlhe o bom caminho a seguir, como fez Jesus: “Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não tornes a pecar”.


Flavio Bettiol
Capela Santa Cruz

 

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