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Informativo Março 2007

Benefícios de Fé

Os profissionais da medicina estudam a influência da espiritualidade na saúde do corpo e da alma. Tudo o Oque o homem via e não conseguia compreender era justificado como algo transcendental, isso incluía a busca por respostas às nossas doenças. A religião foi muito importante para que o homem desse seus primeiros passos. A medicina evoluiu e pôde salvar mais vidas e se afastou de tudo que não provinha da ciência. Mas alguns profissionais começaram a refazer esse caminho com a intenção de perceber o homem do lado fisiológico e espiritual, perguntando-se: A fé interfere na saúde das pessoas? O surpreendente é que a resposta tem sido positiva, nos mais diferentes tratamentos e prevenção. O médico neuro-cientista Sérgio Felipe idealizou o Projeto Uni Espírito, onde pretende reunir profissionais interessados em realizar pesquisas e estudos sobre o tema: ele acredita que a medicina caminha para esse entendimento. Nos EUA já existem cursos de Medicina e Espiritualidade. Pesquisas realizadas naquele país mostram a influência da religião: 95% da população crêem em Deus e 57% rezam ao menos uma vez por dia, isso num grupo de 272 pacientes da Terceira Idade; aqueles que iam às igrejas pelo menos uma vez por semana tinham 50% menos falecimentos por doenças coronárias, enfisema e suicídio e 75% menos de morte por cirrose. No Brasil, o psiquiatra Frederico Carneiro Leão, ao acompanhar um grupo de pacientes com deficiências mentais, assistidos pela instituição Casas André Luiz, comprovou o efeito das práticas espirituais como terapia complementar, salientou que essas práticas não competem com a ação médica e o tratamento convencional, mas caminham em harmonia. No Hospital das Clínicas de S. Paulo a capela recebe pacientes, médicos, enfermeiros e familiares diariamente. Nos fins de semana são celebrados cultos ecumênicos e missas e há sempre um padre de plantão para dar apoio a quem procura. Segundo o neuro-cientista Oliveira é necessário que seu envolvimento com a espiritualidade, não seja um “processo de barganha”. As pessoas precisam buscar alicerces que permitam o auto conhecimento e não abandonem o tratamento e diz: “A espiritualidade deve estar agregada a outros itens“, como resume o
Cardiologista Santos: “Para nós, médicos, o milagre é a própria vida. Ligar com isso é maravilhoso. Não preciso ver mais do que vejo. Ajudar uma criança a nascer, ver o sorriso do idoso, trabalhar diretamente com isso já é o milagre em si”
. E defende maior entendimento dos médicos com o assunto; pois ele diz que há um vasto campo a ser pesquisado e é preciso desenvolver mais estudos sobre a medicina e a espiritualidade. O neuro-cientista Oliveira defende que o médico valorize a fé de seu paciente,
pois a população brasileira não dissocia ciência de religião, pois quando fica doente ela procura um hospital e uma igreja, é a cultura do brasileiro, o fato de haver capelas dentro dos hospitais é mais uma mostra disso.

(Resumo de artigo extraído da Revista ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE
MEDICOS Outubro/2006 No. 572)
Colaboração Janete e Sumiko

 

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