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Informativo Fevereiro 2007

CAPELA SANTA CRUZ:
QUEM É O MEU PRÓXIMO?

Quando perguntaram a Jesus: Mas, quem é o meu próximo? Jesus contou a história de um viajante, que descia de Jerusalém para Jericó e sofreu um acidente, tendo ficado ali, ferido, jogado à beira da estrada. Três personalidades passaram por ele, mas apenas um, o Samaritano, naquela época inimigo dos judeus que habitavam aquele lugar, se achegou para socorrer o acidentado, tendo em seguida o levado até uma hospedaria, onde pagou para que alguém cuidasse dele até a sua volta.

Quem fez a pergunta a Jesus, não precisou pensar muito, para concluir quem seria o seu “próximo”..., não é mesmo?

Para nós, cristãos do século XXI é tão fácil encontrar o “próximo”, a cada passo. Mas será que estamos sempre com a disposição de um “Samaritano”, para o “próximo” que está à nossa frente e que necessita de nós? E como saber que atitude devemos adotar, quando se tornar claro que somente a nós caberá a “ação” para salvar esse nosso irmão ou, resolver seu problema premente? Mesmo sabendo que todos os ônus (tempo e despesas) dessa salvação dele, estará por nossa conta...?

Antes de tudo, devemos sempre estar imbuídos da caridade e da misericórdia, que devem ser o selo distintivo da nossa condição de cristãos; depois devemos esforçarmo-nos para entender/compreender o que se passa com o nosso “próximo... irmão” e claramente, qual o problema que ele enfrenta, nem sempre tão visível como no caso do viajante que ia para Jericó, não é mesmo? Não o problema, tal qual nos o vemos, mas como o irmão em questão o vê. Ter, obviamente, muita paciência para com ele. Um dos ensinamentos mais notáveis de Irmã Laura, era o de que devemos aceitar o irmão como ele é e não como nós gostaríamos que ele fosse. Essa aceitação do outro da maneira como ele é, parece uma coisa muito fácil, porém é talvez a mais problemática para entrarmos no âmago da verdadeira caridade que devemos ter para com quem nos cerca. Uma vez lembrado o ensinamento de Irmã Laura, o passo seguinte será o do desprendimento, que deve ser outra virtude de todo cristão em todas as suas boas ações; isto é, se por a serviço independentemente de todas as outras tarefas que estiver desenvolvendo no momento, a fim de solucionar o problema que o irmão está enfrentando, seja lá qual problema for. O fato de ser sempre “muito ocupado” ou “ter uma agenda muito cheia”, não altera e nem desculpa a nossa eventual omissão frente à ajuda de que carece o nosso irmão (próximo). Portanto, para ajudar o“próximo”, desprendimento, prioridade e... mãos à obra... Finalmente, ser determinado, isto é, não desanimar até ver a sua obra completada; não deixar que as complicações que venham a surgir - e sempre surgem - no desenvolvimento da sua ação salvadora, esmaeçam a sua iniciativa e a vontade cristã de ajudar e a de levar a sua ação até o fim, chegando à solução definitiva e inequívoca do problema e, à total satisfação de quem você ajudou. Para chegar a essa solução definitiva é lógico, o cristão tem que contar, desde o primeiro passo da sua ação, com a ajuda Divina, através de muita oração: lembrem-se, quem ajuda é somente Deus, nós somos apenas os intermediários da ação salvadora.

Flavio Bettiol / Capela Santa Cruz

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