Home
Equipe Missionária
Fale Conosco

Informativo Dezembro 2006

Informativo entrevista...

A entrevistada do mês é a Sra. Uilma Silva Fernandes, Assistente Social do nosso Centro de Assistência Social Nossa Senhora da Salette. Entre tantos afazeres, a Uilma nos recebeu em sua sala, quase ao término do expediente de uma quinta-feira ensolarada.


Informativo – Desde quando você está no Centro Social?
Uilma – Eu comecei a trabalhar no Centro Social em 1987, como voluntária, na parte da manhã. Na parte da tarde eu era contratada pela CROPH – Coordenação das Obras de Promoção Humana, da Região Episcopal de Sant'Ana, na época presidida por Dom Joel Ivo Cataplan, Bispo Regional. A CROPH e o Centro Social funcionavam praticamente juntos, aqui na Comunidade da Salette. Em 1989 fui contratada pelo centro Social, onde estou até hoje. Meu dia-a-dia é assim: metade do dia sou contratada, profissionalmente pelo Centro Social; na outra metade do dia sou voluntária.

Informativo – Foi fácil tomar essa decisão?
Uilma – Olha, foi uma decisão consciente. Eu estava optando por algo que me realizava. Na época, 1992, após o desmembramento, quem aqui estava teve que criar uma estrutura própria. Eu estava junto. Faltavam as matrículas junto ao poder público e eu fui atrás disso. Tivemos que montar a área de atendimento às famílias, cursos. Tínhamos um curso de datilografia, com 23 máquinas de escrever. Tínhamos uma creche, ligada ao Colégio Santana, na qual eram atendidas cerca de 40 crianças na faixa etária de 3 a 4 anos e onze meses, e outros cursos.

Informativo – De onde veio essa vocação pelo serviço social?
Uilma – Eu tive um sonho... Certa vez eu sonhei em trabalhar numa comunidade como a nossa, envolvida com aquilo que eu gosto de fazer. Esta comunidade é muito grande, muito boa, muito rica em valores. Tem muita gente que faz um trabalho de doação muito bonito, não só doação em espécie, mas doação em trabalho, em dedicação. Com muito amor, muito carinho... Aqui na comunidade as respostas são rápidas. Esta comunidade permite o crescimento e o desenvolvimento das pessoas.

Informativo – Explica mais...
Uilma – Eu era paroquiana da Paróquia Nossa Senhora da Penha, lá no Jardim Peri. Eu morava lá perto. Nessa comunidade eu já participava de movimentos sociais, estava envolvida com a Catequese, com o Mutirão de construção de casas, com os idosos e com os jovens da comunidade. Eu trabalhava num cartório, onde também me envolvia com os aspectos sociais através de toda a documentação que circula por um cartório. Eu estudava a noite e me preparava para entrar na faculdade. Embora houvesse interesse dos administradores do cartório para que eu estudasse Direito, eu optei por estudar Serviço Social. Entrei na FMU – Faculdades Metropolitanas Unidas, onde me formei em Serviço Social. O pessoal do cartório me incentivou bastante, permitiram que eu fizesse meu estágio durante minha jornada de trabalho. Minha monografia foi sobre o trabalho de voluntariado que eu exercia na comunidade. Depois fui me especializando: Orientação Familiar, pelo Instituto Sedes Sapienti; Gerontologia Social (especialização na área do idoso), pela PUC e Hospital do Servidor Municipal; Cuidadores de Idosos, pela Faculdade de Medicina da USP – Universidade de São Paulo. Trabalhei com as Irmãs de Nossa Senhora da Consolata, voltada para a questão da família e do menor. Na Cáritas, tive momentos maravilhosos, onde pude conciliar o encontro do serviço social com a espiritualidade.

Informativo – O que Nossa Senhora da Salette tem a ver com isso tudo?
Uilma – Tudo, o carisma da reconciliação foi o fator determinante da minha opção de vida. Lidando com os problemas das pessoas eu pude ver e compreender o quando é bom e importante perdoar.

Informativo – Como é trabalhar no Centro Social?
Uilma – É muito bom trabalhar no Centro Social. O serviço social é o planejamento e o acompanhamento das atividades, no caso do Centro Social. Essas atividades englobam a área da saúde, da educação, da cultura, do lazer e outros. Enfim, podemos trabalhar com todos os seguimentos: família, crianças, jovens, adolescentes e idosos. Tudo isso faz parte de um conjunto. E o grupo de Diretores e Voluntários é muito bom e isso ajuda muito no desenvolvimento do meu trabalho.

Informativo – Como você vê o Centro Social? O que falta ao Centro Social?
Uilma – Olha, tudo na vida evolui. O Centro Social evoluiu muito nesses últimos anos. Mas acredito que nós devamos buscar uma independência maior do poder público. É preciso estarmos totalmente independentes em relação aos recursos de custeio e de financiamento, não depender do dinheiro público. Essa dependência cria amarras e não ajuda a comunidade crescer.

Informativo – Quantos convênios nós temos com o poder público?
Uilma – Hoje só temos dois convênios, ambos estaduais. Um com a Secretaria da Agricultura, que é o Viva Leite-Criança, no qual atendemos cerca de 50 famílias, com crianças até sete anos de idade; e o Viva Leite Idoso, em que atendemos 100 (cem) idosos. E temos um convênio com a Secretaria da Cultura, a Oficina para a Terceira Idade, no qual trabalhamos com expressão corporal. Além disso temos uma parceria com o Hospital e Maternidade São Camilo, que é o PAC – Programa Ação Camiliana.

Informativo – E com a Prefeitura?
Uilma – Não temos nenhum convênio. Temos a dedicação de várias pessoas que suprem essa necessidade.

Informativo – E para o futuro? O que falta ao Centro Social?
Uilma – Acredito que podemos evoluir no sentido de termos uma creche e um centro para a juventude, não somente visando a criança, o adolescente e o jovem carentes, mas esse público de nossa comunidade. Que a gente possa estar acolhendo e oferecendo um espaço onde eles possam se realizar. É fundamental que tenhamos projetos culturais para os jovens e adolescentes.

Informativo – Sei que você mora em Cosmópolis (região metropolitana de
Campinas) – SP. Como é esse vir-e-ir diário?
Uilma – É cansativo, mas ao mesmo tempo é gratificante. Rezo sempre para que Deus nosso Pai e Nossa Senhora da Salette me dêem forças para continuar com essa vida, pois é isso que eu gosto de fazer. Agradeço a Deus pela ajuda e apoio que tenho de meu marido, o Antonio Eduardo Fernandes, que compreende o que é trabalhar e servir na comunidade.

setaback.gif (313 bytes)

 

 

 

Fale Conosco Cadastra-se no Portal Salette e concorra à prêmios Coloque-nos nos seus favoritos Envie esta página para um amigo Imprima esta página Vá para a Home Page do Portal Salette

Associação Nossa Senhora da Salette - Todos os direitos reservados. 1996-2007