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Informativo Abril 2006

EXALTAÇÃO ÀS MÃES

Mães! Desejaria dizer-vos o que sois, mas não o sei. Deus derramou em vossos corações os tesouros de sua beleza moral; fez-vos tão sublime, dotou-vos de tantas e tão nobres excentricidades afetivas que desejaria, assim pudesse, dizer-vos o que para nós significais, mas não o sei.

A mãe se sente, mas não se define. Em ambos os desempenhos, como geradora da vida física, como cooperadora de Deus, vós sois duplamente benfeitora da humanidade: preservai-lhe a vida física, defendei-lhe a vida moral.

Mãe! Dentre todos os nomes o mais elevado após o de Maria, o modelo acabado das mães. Esta deu Jesus ao mundo. As nossas mães dão “os membros místicos” que somos nós. Elas nos transmitiram o melhor de nós mesmos; sacrificam-se por nós, até
mesmo à morte, se do seu sacrifício melhor nos resultar a vida. E bem podia dizer Vitor Hugo: “anjo que nos dá seu leite quando pequeninos, seu pão quando adultos e sua vida, sempre e a qualquer momento.”

Poderá um homem consagrar-se como artista consumado, ocupar as mais altas magistraturas, mas esse homem, por mais elevado que se acha, terá sempre que se inclinar reverente diante de sua mãe.

Mãe! Como tão bem se expressou Georgina M. Xavier: “nome bendito, melodia dulcíssima, poema de sonhos, terníssima carícia, suave perfume, alvorada de luz, sol de primavera! Sois tudo isso, sois muito mais, porque sois uma bênção do céu...”

Aos olhos de nossa alma desfilam uma legião de abnegadas criaturas, todas elas dignas do maior respeito e exortação. Assim, pois, procurarei saudar as mães do mundo inteiro nesta minha exaltação:
Eu vos saúdo, ó pobre mãe desamparada e aflita, curvada sobre o leito de vosso filho enfermo!
Eu vos saúdo, ó mãe heroína anônima, que lutais desesperadamente pela felicidade de vossos filhos e nada conseguis, porque tudo vos é adverso.
Eu vos saúdo, jovem mãezinha que embalais o vosso pequenino amor!
Eu vos saúdo, velha mãezinha que passeais tropegamente os vossos últimos anos pelos pátios silenciosos e tristes de um asilo!
Eu vos saúdo, mãe do sacerdote. Belo exemplo de mãe que aceita todos os filhos que Deus lhe queria conceder e que sem reserva alguma os consagra ao serviço de Cristo.

Eu vos saúdo, mães espirituais, virgens de Cristo, que desligadas de todo afeto carnal,
unidas ao homem apenas pelo amor puro de Deus, desempenhais para ele as funções
maternais, assim, de uma maneira sublime!
Eu vos saúdo, mãe do universo inteiro. Abnegadas heroínas anônimas que vergais ante o peso da desdita de vossos filhos e que rejuvenesceis quando o triunfo os cumula de glória. E vós jovens que me ouvis: vós sereis as esposas e mães de amanhã, dessa vossa delicada e importante missão que devereis exercer, dependem os destinos da família e da sociedade. Não deixeis que haja o relaxamento nos vínculos de vossas famílias e enfraquecimento do senso moral. Sede as primeiras a trabalhar para a construção de lares semelhantes ao sacrário, no qual seja mulher, a esposa, a mãe, a piedosa vestal que manterá viva chama da fé e da virtude. Tomai por modelo Nossa Senhora, mãe por excelência, para que a maternidade, à luz do mistério jubiloso, triunfe em casta e sagrada beleza, e todo berço cante semelhança do berço de Belém, as estrofes mais alegres e santas ao Sumo Criador que, para o perene refluir da vida, escolheu frágil mulher para elevá-la a sublime altura de mãe!
Que um dia, ó mães, olhando no rosto de vossos filhos, possais dizer com um sentimento de íntimo orgulho: “as minhas lutas que atingiram o espasmo físico te geraram; és como eu te quis.”
Que Deus vos recompense duplamente, pelos abrolhos sacrifícios que colheis durante vossa missão de esposa e mãe. Que céus e terra se dobrem reverentes aos mais divino dos nomes humanos, ao oxítono musical: Mãe! Que o arco de triunfo, curvando-se sobre vós, que na maternidade vos sacrificastes, suba para o azul, e de lá, nas ondulações da luz, se encurvem para a terra, em gestos de gratidão de todos os filhos e filhas reconhecidas a suas mães, cantadas pelas inspirações de todos aqueles que sabem compor versos ou benditas.

Famapa Grupo Nossa Senhora da Salette S.Paulo/Norte

 

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