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Nesta Edição:

image1.jpg (45648 bytes)TALENTOS

O que você tem feito com seus talentos recebidos de graça? Pág. 2

EDITORIAL

O CPP cobra atitude efetiva em relação a assinatura da revista Salette. Pág. 2

IRMÃS SALETINAS

Nova Comunidade das Irmãs Saletinas no Brasil será instalada em Várzea Grande MT. Pág. 4

PE. BOLÍVAR

Após internação de alguns dias, restabelece-se em Curitiba, no Instituto Salette. Pág.4

CENTRO SOCIAL

Jovem aos 41 anos de existência. Inauguração das dependências do Centro de Assistência Social Nossa Senhora da Salette. Pág. 5

DEPOIMENTO DE UM VICENTINO

Convida-nos a uma profunda reflexão sobre nossa atuação na comunidade. Pág. 7

 

MISSA

A Igreja vai em sua direção: Missa, bênção... Se você deseja celebrar uma Missa em sua empresa ou em seu condomínio, entre em contato conosco. Temos uma equipe de leigos devidamente preparados, e que, acompanhada por um sacerdote, podem dinamizar esta celebração. Contate a Secretaria Paroquial, através do telefone (011) 6281-9499 ou através do e.mail secretaria@nsrasalette.com.br

 

EDITORIAL

Olá irmãos Saletinos!

As páginas centrais da revista Salette, edição março e abril 2005, trazem uma lista da quantidade de assinaturas efetuadas pela Paróquia Nossa Senhora da Guia, da cidade de Várzea Grande MT, orientada e administrada pelos padres saletinos, hoje tendo como Pároco, o Pe. Aldacir José Carniel, MS. O CPP, através de sua coordenação, tem reiterado, em diversas reuniões e outras oportunidades, a necessidade, principalmente dos coordenadores de pastorais, grupos e movimentos, de tornarem-se assinantes da revista, posto que ela é o órgão informativo oficial dos Missionários Saletinos no Brasil. É estarrecedor o baixo número de assinaturas da revista em nossa comunidade, se comparado com os nossos irmãos de Mato Grosso.

Convidamos os membros de nossa Comunidade a refletirem sobre o assunto e, sentindo-se impelidos a esse gesto, contatem a zeladora da revista Salette aqui na Paróquia, a Leonilda Pontes. Vocês terão em mãos, além das notícias dos Missionários Saletinos, espalhados pelo nosso país, uma excelente fonte de formação e catequese.

O senhor Flavio Bettiol, da Capela Santa Cruz, escreveu artigo sobre reforma agrária, que nos remete a uma profunda reflexão e posicionamento. Leiam seu artigo Conflitos no Campo. Outra matéria imperdível é o Depoimento de um vicentino, escrito pelo nosso colaborador Bruno Gley Alves de Souza.

E a Festa da Padroeira? Os preparativos estão caminhando, a passos largos.

Mario Apone
CPP

 

OS TALENTOS A SERVIÇO DA VIDA

image2.jpg (28520 bytes)Todos nós conhecemos a história bíblica dos talentos. Um homem iria viajar, mas voltaria. Antes da viagem deu aos seus servos talentos. Para uns mais, para outros o suficiente. Recomendou que todos trabalhassem com afinco, pois em sua volta receberia os talentos melhorados. Sabemos que uns progrediram, outros ficaram com medo e enterraram os talentos. A história conclui que os primeiros foram abençoados e os últimos ficaram de mãos vazias.

Nós recebemos de graça inúmeros talentos, e, outros, pela nossa inteligência e liberdade fomos acrescentando em nosso currículo ao longo de nossa vida. Ninguém recebeu a totalidade dos talentos, pois somente Deus é totalidade. A cada um de nós dói dado um mínimo necessário para progredir.

O importante não está no quanto, mas na multiplicação e como são colocados a serviço do próximo. Este é o desafio que a parábola coloca a todos os cristãos. Os talentos, quando colocados a serviço do outro, é como a água do poço: quanto mais se tira, mais se renova e fica boa. Os talentos retidos e enterrados no egoísmo, bloqueados pelo medo de perdêlos, tornam-se motivos de frustração e tristeza na vida.

As potencialidades e capacidades recebidas como presente de Deus e esforço pessoal tendem a crescer e frutificar. Porém, o medo e o egoísmo podem barras este impulso. O dinamismo do Reino de Deus é este: expandir, multiplicar, frutificar... Isso em todos os níveis: pessoal, comunitário, familiar, profissional. A proposta é ir em frente, investir, trabalhar e trabalhar-se; não ter medo de arriscar no sentido de crescer como pessoa, como cristão e como protagonista na construção de um mundo melhor.

Nossa Senhora da Salette nos chama dizendo: "Vão filhos meus, comuniquem". A questão está em arriscar tudo por amor ao Cristo. Não enterra talento algum, refugiando-se nas desculpas do medo, da passividade e da irresponsabilidade. Demos de nós mesmos. Todos podemos fazer algo ao próximo. Que Deus multiplique sua bênção sobre a nossa comunidade.

Pe. Ildefonso Salvadego, MS

 

Informativo Entrevista...

José Kaendangongo, leigo saletino, da comunidade da Paróquia N. Sra. Do Carmo

cdpqbratizar.jpg (50358 bytes)Informativo: Primeiro, gostaríamos que você se apresentasse...
José: Eu sou angolano, nasci na cidade de Benguela, em 25 de abril de 1971. Venho de uma família pobre, pequena. Tenho mamãe ainda viva, e mais dois irmãos e uma irmã, todos professores. Meu pai faleceu quando tinha nove anos de idade; foi mais uma vítima da guerra civil que assolou nosso país há mais de 30 anos. Fui seminarista, ainda em Angola, onde fiz o curso de Filosofia e música. Vim para o Brasil e aqui estudei Teologia e me aperfeiçoei em música. Não cheguei ao sacerdócio. Deus me chamou à vida laica. Hoje, sou casado com Tereza, e temos um casal de filhos: o Pedro e a Túcia. Esse nome é de minha irmã, a quem minha esposa quis homenagear.

Informativo: Quando você veio para o Brasil?
José: Eu vim em 1993. Desembarquei no Rio de Janeiro. Ficamos na comunidade saletina do Rio durante duas semanas, onde o Senhor Padre Ilído nos fez conhecer as comunidades e a cidade maravilhosa, juntamente com Paulino Koteka e Avelino Sangameia, hoje missionários saletinos em Angola e Namíbia.

Informativo: Você viveu em Angola num período muito difícil para o povo angolano. Conte-nos alguma coisa sobre esse período.
José: A guerra civil em nosso país foi muito dura: mutilações por causa das minas, fome, mortes. Meu pai foi umas das vítimas, como tantas crianças que perderam seus pais. A guerra destruiu os valores do povo angolano. Muita mentira, injustiça, mortes, violência, indiferença pelo próximo. Incutiram ideologias que desagregaram as famílias. Graças a Deus, essa guerra acabou e agora veio o despertar do povo angolano; veio o trabalho de reconstrução do país e estamos vendo o valor do povo angolano nessa reconstrução. Os missionários saletinos estão sendo uma presença reconciliadora para as famílias angolanas. Todas as dioceses estão pedindo a presença dos missionários saletinos.

Informativo: Você esteve em Angola recentemente?
José: Estive lá nos meses de setembro, outubro e novembro do ano passado, visitando minha família, meus amigos e, inclusive, participando das festividades de Nossa Senhora da Salette.

Informativo: Então você esteve com Pe. Nunda...
José: Ah, sim. Estive com ele e com o Pe. Tchingando. Pe. Nunda é responsável pela escola dos seminaristas saletinos em Angola. Leciona Teologia na universidade católica de lá e nas casas de formação. O Pe. Tchingando é o Superior Regional dos Missionários Saletinos em Angola. Estão todos bem por lá.

Informativo: E profissionalmente, o que você tem feito?
José: Eu sou professor de música. E nessa minha ida a Angola, além de participar das festividades de Nossa Senhora da Salette, fui fazer o lançamento do CD "POR QUE BATIZAR?", de minha autoria. Tem 17 faixas, sendo que a última faixa é a oração de Nossa Senhora da Salette, cantado a quatro vozes. As outras 16 faixas são músicas de minha autoria, algumas cantadas em português e outras na língua angolana (Umbundu). São músicas religiosas, compostas em vários ritmos. Por exemplo, a faixa 9 é um reggae. Os jovens de Angola gostaram muito. Nessa música eu canto a bênção aos jovens, benção e saúde aos doentes, às crianças, às famílias e ao próprio país. Outras estão no ritmo angolano, chamado kizomba, um ritmo muito alegre e dançante.

Informativo: Quer dizer que a repercussão foi boa por lá...
José: Sim, foi muito boa. Fiz bons contatos, inclusive com a Radio Eclésia, que toca músicas religiosas, e com as rádios populares, de programação variada. Fiz contato com as Paulinas, de Angola, em cujas lojas pode-se comprar o CD.

Informativo: E aqui no Brasil, onde podemos encontrar ou ouvir o CD?
José: Aqui na Loja La Salette CD's, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, nas Apostolinas, na Loyola, nas Vozes, nos aeroportos internacionais de S.Paulo e Rio de Janeiro. Estou em negociação com as Paulinas aqui no Brasil. Com relação à divulgação através de emissoras de rádio, estou negociando, aqui em S.Paulo, com as Rádios 9 de Julho e Canção Nova. No Rio estive com o Pe. Marcos, que me deu muita força, inclusive pediu que eu cantasse em todas as Missas do domingo. Lá já negociei com a Rádio Catedral, com a Canção Nova e Carioca que estão tocando o meu Cd. Sem falar dos amigos, que vão "espalhando" o fato. Tenho tocado em algumas comunidades e paróquias. Num desses trabalhos, fui cantar num casamento ali na Igreja Santa Teresinha e lá conheci o Agnaldo Rayol, com quem tive o prazer de conversar algum tempo; uma pessoa fantástica. E espero que esta entrevista também sirva para essa divulgação.

Informativo: Como nasceu esse CD?
José: O CD é fruto do meu trabalho junto à comunidade. Eu trabalho já há algum tempo com a Pastoral do Batismo. Quem me levou a fazer esse trabalho  foi o Pe. Ildefonso, a quem agradeço muito. E assim foi. Compus algumas canções sobre o tema e as pessoas foram me perguntando: Por que você não grava? Por que você não compõe mais? De repente, eu tinha em mãos várias canções. Acredito que isso foi um dom que Deus me deu. Tudo isso, aliado à fé em meu trabalho resultou este CD e quem o adquirir tenho certeza que irá gostar.

Informativo: Além disso, qual seu projeto imediato?
José: Meu projeto imediato é visitar todas as paróquias da Arquidiocese de São Paulo. Já comecei no nosso Setor, Jaçanã. Nesse projeto eu quero mostrar o valor do Batismo, tanto na transformação de nossa vida pessoal quanto da sociedade. Quero mostrar que viver o Batismo é promover um mundo melhor. E assim também vou divulgando meu trabalho.

Informativo: Onde você leciona música?
José: Na Paróquia N. Sra. Do Carmo, as segundas, quartas e sextas-feiras, durante o horário comercial. De terças-feiras e sábados, leciono a domicílio.

Informativo: Deixe seu telefone e o e-mail para contato.
José: Claro, vocês poderão falar comigo através do telefone de casa (011) 6995-5567 ou através do e-mail: kaendangongo@ig.com.br
Agradeço esta oportunidade e felicito a todos.

 

Dízimo - Aniversariantes de

01  Silvana M. Felipe Berti

02 Ana Carolina Alexandre Jacinto

03 Therezinha da R. D`Annuncio
Karine Bollito Gusmão

04 Estelina Maria de Jesus
Maria Nazareth R. Leite
Silvia Daniel Galvão
Maria Dilma Teixeira
Patrícia Pinto

05 Antonio Carlos da Silva
Antonio Marcio Silva

06 Luciana Florindo de Paula
Simone Reis Mattar

07 Irene Nakazone
Luiz Alberto Pomarole
Vanuzia Pereira Matos
Therezinha Ortiz Soares

08 Cristiane M.F. Gouveia
Valéria Teixeira de Faria

09 José Aprígio Silva Sobrinho

10 Maria Valdelice P. de Brito

12 Cindi Ap de Lima Martim
Nilzete Degan
Moacyr Paixão

13 Carlos Pereira Couto
Therezinha Zampoglioni
Andréia Naomi Gushiken

14 Ariovaldo Bonjorno
Altamiro Moreira Lino
Rosa de Oliveira Gouveia
Manuel Antonio Novoa Duran

15 Fernanda Ceccato Nicolau
Nazareth da Rocha Rogatto
Vera Lucia F. Scannerini

16 Maria Lindinalva F. Galvão
Moacir Cancian Júnior

17 Clorinda Antonia Stasi
Denis Pereira Simonelli
Fátima Regina V. Siqueira
Marcos Bento da Silva
Valéria Gentil de C. Novais

18 Severina Moura dos Santos
Arnaldo Ferreira Neto
Idene Pompiani de Moura
Antonio César de Oliveira
Leonor Silva de Oliveira

20 Adelízio Galvão
Ivani de Souza N. Ono

21 Domingos R. Neto
Lourdes Vieira de Andrade

22 Izilda da Cruz de Araújo

23 Helena dos Santos Alves
Joaquim A. de O. Paiva
Laudízio Jorge Marquesi
Márcia Ap. Carmelotto

24 Joseli Tatiane Simoni
Fernanda Canalle
Honório da Silva Cruz
Marco Antonio Sendim Altafim
Shosei Takiguti
Ebe Sodero
Jorge Lucio de Moraes

25 Mauro Ferreira de Souza
Annibal L. do Prado
Claudete C. Nery

26 Roberto de Oliveira
José Luiz Borsoi
Flora Noviello Bronzatto
Fabio Berbel

28 José Dimas de Araújo

29 Silvana Policastro Pinton
Aidil Quaresma de Jesus
Jurema Fernandes de Almeida

30 Cássio Tagliaferro
Alécio G. de Souza
Guilherme Augusto P. Manso

 

 

COMUNIDADE EM REVISTA

image3.jpg (21253 bytes)CATEQUESE ENTREGA DE FICHAS - A noite de primeiro de março passado ficou marcada, em nossa comunidade, pela cerimônia de entrega de fichas de inscrição para a catequese deste ano. Como se sabe, a catequese aqui na Salette está dividida em três grandes grupos: catequese de crianças, que engloba a Pré-Catequese, a Primeira Eucaristia, também chamada de Catequese Familiar, e a Infância Missionária; depois temos a Catequese para Jovens, que atende os jovens que se preparam para o Crisma, e, finalmente, a catequese de adultos, que prepara para o Batismo, primeira Eucaristia e Crisma de adultos. A programação estende-se ao longo do ano, com reuniões semanais e encontros periódicos, conforme programação definida no Calendário Pastoral. Nessa noite, dezenas de crianças, jovens e adultos puderam participar da cerimônia realizada em nosso Santuário, na qual entregaram as fichas de inscrição, posteriormente abençoadas pelo Pe. Ildefonso Salvadego, MS, nosso Pároco. Após a apresentação dos Casais Visitadores, Catequistas e Casais Pilotos, os novos catequizandos, acompanhados pelos pais, alguns avós, e amigos, participaram de uma pequena confraternização no Salão de Festas. Nessa oportunidade, a reportagem do Informativo pode ouvir o casal José Dorsa Neto e Irene Piccirillo Dorsa, que juntamente com o filho Victor Piccirillo Dorsa participarão da Catequese Familiar.

Informativo: Qual a expectativa de vocês em relação à Catequese Familiar?

José Dorsa: De acordo com a reflexão que Pe. Ildefonso fez sobre o Evangelho lido, a catequese é uma coisa muito séria para ser levada de forma, vamos dizer, leviana. Deixar por conta, unicamente, das crianças, seria de extrema irresponsabilidade. Felizmente, aqui na Salette, a catequese envolve toda a família, dentro de um ambiente sadio, com muita seriedade, integração e buscando a participação de todos.

 

VISITA Durante a Semana Santa esteve aqui na nossa comunidade o Padre Henryk Przezoziecki, Missionário Saletino da Polônia. Esta foi sua primeira visita ao Brasil. Padre Henryk nasceu na cidade de Trzcianka, Polônia. Trabalha atualmente em Varsóvia, sendo membro do Comitê Financeiro da Congregação Saletina. Desejamos-lhes bom trabalho aqui no Brasil e feliz retorno a seu lindo país.

NASCIMENTO Nasceu Lorenzzo, na cidade de Vilaregio, próximo a Lucca, na Itália. A criança é neto do casal Rafaelli e Angélica, paroquianos antigos de nossa comunidade. Aos pais, aos avós e à criança, nossos parabéns.

 

NOTÍCIAS DA PROVÍNCIA

IRMÃS SALETINAS A Madre Geral das Irmãs veio ao Brasil no início de fevereiro e, juntamente com uma das Conselheiras, visitou a Comunidade de Várzea Grande em vista de conhecer o possível lugar para a nova comunidade. Quando do retorno de Mato Grosso a Madre passou vários dias em União da Vitória na Casa das Irmãs e antes de voltar a Europa teve mais uma reunião com o Padre Provincial. Os encaminhamentos definidos foram os seguintes: as duas irmãs de Madagascar estão fazendo o Curso do Centro Missionário de Brasília (duração de 3 meses) e em julho, após o Conselho de Província, vão residir em Várzea Grande iniciando assim a nova Comunidade das Irmãs Saletinas no Brasil.

PADRE BOLIVAR Esteve internado no Hospital Vita, em Curitiba, por alguns dias em função de problemas cardiovasculares. Graças a Deus se recupera bem, já está em casa há vários dias e deve agora seguir rigorosamente uma série de recomendações médicas

Do Noticioso Saletino Pe. Adilson Schio, MS

 

RELEMBRANDO...

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A foto é de, provavelmente, 1959. Ilustra o batizado do recém nascido Antonio Luis Santo Mauro, celebrado na capela, que ficava no estacionamento dos fundos da Igreja. Nela aparecem, além do Pe. Pedro Rosseto, os avós Germano e Aparecida Santo Mauro; o filho Vicente e a nora Elia, pais do recém nascido; o jovem Luis Carlos Campanili e a menina Márcia Regina Gomes é irmã do menino, de calças curtas e semblante franzido. O menino é o Sr. José Carlos Gomes, o Gomes da Loja, o nosso Gomes.

 

INAUGURAÇÃO DO CENTRO SOCIAL

19 de março de 2005 tornou-se uma data histórica para nossa Comunidade. Nesse dia, oficialmente, foram inauguradas as instalações do Centro de Assistência Social Nossa Senhora da Salette. Sabe-se que o Centro Social, como o chamamos carinhosamente, foi fundado em 02 de agosto de 1963. Pe. Ildefonso Salvadego, MS celebrou uma Missa em Ação de Graças ao Centro Social, com participação da comunidade, da Diretoria, de benfeitores e de voluntários. Após a Missa, nosso Pároco benzeu as instalações, e descerrou, juntamente com a atual Presidenta do Centro Social, Sra. Madalena Aparecida Manfrin Jonas. O Centro Social distribui, mensalmente, cerca de 120 cestas básicas (aproximadamente 1.800 quilos de mantimentos), além disso, proporciona várias atividades para as pessoas da Terceira Idade, tais como: Ginástica, Tai Chi Chuan, Coral Amor e Vida e Grupo de ConviVência da Terceira Idade Rosário da Salette. Proporciona também cursos de Inglês para Jovens e Adolescentes, de Bijuterias, de Cabeleireiro e para Gestantes. No segmento saúde, o Centro Social proporciona atendimento psicológico, odontológico, fonoaudiológico, fisioterapêutico e clínico geral. O programa Viva-leite também é oferecido às famílias cadastradas. Também é oferecida orientação e atendimento jurídico. O horário de atendimento dessas atividades pode ser conferido através do mural no hall de entrada da Igreja, do Calendário  Pastoral ou diretamente no Centro Social. Ao final, os presentes puderam desfrutar de um delicioso bolo, salgadinhos e refrigerantes.

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Parte da Diretoria e do Conselho Fiscal

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Inauguração das dependências - Placa alusiva ao evento

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Atendimento clínico Geral - Dr. Jorge Nicolau

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Assistente Social - Sra. Uilma Silva Fernandes

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Atendimento Odontológico
Dras. Rosely Gualtieri e Terezinha D`Annuncio

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Ex-presidente Sr. Erich Georg Jonas e a atual Presidente, Sra. Madalena Ap. Manfrin Jonas

 

 

 

 

AS FLORES DO MAL

QUARESMA tempo de limpar a casa, o quintal, o jardim; saber limpar e cultivar os jardins do nosso coração para que neles não brotem as tais flores do mal (orgulho, vaidade, ostentação, ...). Um jardim descuidado, abandonado há muito tempo, esconde os caminhos para penetrá-lo e separar das flores boas das más, e não se tem mais acesso para limpar dali as ervas daninhas que crescem junto a flor do orgulho (a prepotência e o desprezo); junto à flor da vaidade (a ambição e o egoísmo) e junto à flor da  ostentação (a maldade e o individualismo).

Cada vez que sentimos nosso jardim impenetrável, e sujo, precisamos nos lembrar de São Francisco, quando o "pobre de Assis" dizia: "Não foi para ensinar a humildade que o filho de Deus baixou até nós do seio de seu PaI? É uma loucura querer antes os aplausos que a censura, porque desta nasce a correção e daqueles originam-se as quedas".

É importante, hoje como antes, estarmos atentos e vigilantes para que as sementes daquelas flores más não caiam nos jardins da nossa vida, não brotem favorecidas pelo egoísmo do mundo atual e regadas pela atitude mesquinha de falsos irmãos. Precisamos, ainda mais, atenção e vigilância para que nossa fé não se perca, envolvida nas florestas da modernidade descrente, nas matas da imoralidade assumida e nos campos da corrupção e da falsidade, ostentados como troféus.

Sebastião Jacinto Filho - Pastoral do batismo

 

A CAVERNA E NOSSA SOCIEDADE

A metáfora narrada por Platão em "A República", cheia de mitos, foicriada para compreendermos a realidade em que a humanidade se encontra, ou seja, estamos sujeitos às sombras, e a vê-las como a verdade.

image11.jpg (18859 bytes)Em seu livro, ele relata um grupo de pessoas que vivem no fundo de uma caverna; todos foram presos na infância, imobilizados por correntes, e estão sentados de costas para a entrada da caverna, sem poder se moverem estão olhando sempre para o fundo da caverna. Assim como a sociedade atual, o povo do subterrâneo tem a sua existência dominada pela ignorância. Se contentam com a luz projetada nos objetos, que formam as sombras que surgem e desaparecem diante de seus olhos. As pessoas precisam sair da caverna para chegar a um conhecimento superior, abrir a mente para novas experiências, para novos horizontes, podendo assim, crescer interiormente e politicamente.

Com isso, Platão nos mostra como é difícil e doloroso chegar ao conhecimento, se formos libertados e arrastados para longe de nossas cavernas, e obrigados a percorrer caminhos indefinidos, para rompermos a ignorância. Em um primeiro instante, a luminosidade não nos permitiria enxergar nada, pois não iríamos conseguir capturar nada em sua totalidade; a princípio, entenderíamos as sombras. Porém, com a persistência, finalmente poderíamos ver os objetos em sua totalidade, com perfis definidos, conseguindo distinguir os próprios seres.

Mas, esta nova etapa não consiste apenas em descobrir, mas ir em busca de algo superior, como contemplar idéias que regem as sociedades, conhecendo a verdade e reunindo a inteligência, a moral e a lógica. Assim, logo compreenderíamos que as sombras, as quais estamos acostumados, são as coisas que consideramos reais, e que a luz são as idéias verdadeiras, o conhecimento verdadeiro. Assim, notamos a passagem da  ignorância para a opinião, e depois para o conhecimento. Podendo contemplar as idéias, tornamo-nos aptos para descobrir que a luz representa a razão.

Então, quando voltamos para a caverna, nossos antigos companheiros que continuaram na escuridão da caverna, zombam de nossas idéias, pois imaginam que o mundo que conhecem é o único mundo verdadeiro e, o pior, não querem se livrar dele, isso porque estão presos a um método incorreto de ver a realidade e só conhecem aquele mundo. Imaginam que as pessoas que saíram da caverna como egocêntricos, extravagantes, ou doidos, como foi considerada a maioria dos pensadores.

Mas, se alguns os ouvissem, e também decidissem sair de suas cavernas rumo a realidade, não haveria tanta desigualdade. Os sábios não devem apenas socializar os conhecimentos, mas devem sim, ser chamados às regências das sociedades. O homem justo em nada difere do estado justo, a mesma moral para o homem e o Estado prudência, coragem e temperança.

O governo das cidades cabe aos mais instruídos e a aqueles que manifestam mais indiferença ao poder, pela simples razão de serem os únicos a vislumbrar o belo, o justo e o bem. Aquele que vê o bem em sua essência vive na realidade. O verdadeiro líder é aquele que conduz sua alma racionalmente para se dirigir ao bem verdadeiro, utilizando a energia do amor, podendo assim compreender a justiça, a honra, a fidelidade, ou seja, todas as virtudes supremas.

Renato Ribeiro Velloso

 

FELICIDADE

"A nossa felicidade consiste em fazer os outros felizes". Meditemos, bondosa irmã e bondoso irmão, por um instante, na beleza desta frase, que é capaz de nos proporcionar o que procuramos: a felicidade. Portanto, vamos adotá-la como lema de nossa vida.

Façamos os outros felizes, à medida do possível, por meio de um sorriso, de uma palavra amiga, de um auxílio... Procuremos compreender os tristes, os que choram e choremos com eles. Compartilhemos da alegria dos que riem e riamos com eles. Ao mendigo que nos estende a mão, jamais neguemos um óbolo, para que em seu semblante aclarado nesse momento, busquemos um pouco de felicidade também para nós. Aos aflitos que possamos dar palavras de consolação e seu alívio ser-nos-á causa de prazer. Se a ingratidão vier ao nosso encontro, não desanimemos e prossigamos na tarefa de semear o bem, e somente o bem, através da realização do belíssimo ideal de fazer os outros felizes.

Guarde sempre estas palavras e procure pô-las em prática, que a felicidade jamais o abandonará.

Famapa / Grupo N. Sra. Da Salette

 

DEPOIMENTO DE UM VICENTINO

Um vicentino ao ser perguntado quando ele se sentia mais vicentino, respondeu prontamente: "quando faço visita ao pobre". E depois passou a relatar suas experiências:

"Eu me sinto mais vicentino quando chego à casa do pobre, me assento com toda calma, tomo o cafezinho que ele me oferece, vejo com paciência os cadernos que as crianças me trazem para mostrar o que estão aprendendo na escola. Quando visito aquela senhora que, abandonada pelo marido, estava caindo na prostituição, mas pela ajuda da conferência pode se manter naquele período difícil. Quando e vejo que aquela senhora que encontramos na miséria, vendendo tudo, até seus últimos trastes, para pagar o aluguel de um miserável cômodo e comer; já pode se tratar de sua doença e voltar ao trabalho, e está começando a arrumar de novo sua casa e com seus filhos já freqüentando a escola. Quando entro no asilo de velhos, sem pressa, e converso com um e com outro e eles se alegram pela simples visita, e uma velhinha me faz presente de um vaso que plantou e cuidou com muito carinho. Quando levo a comunhão ao doente, quando promovo o registro de nascimento do pobre, até hoje sem registro aos sessenta anos de idade. Quando no  fim do ano a criança me mostra que passou de ano e com isso me alegro".

"Eu me sinto vicentino quando reconheço conscientemente, que tudo aquilo que a gente faz, não é pelos valores nossos, mas é feito porque a Sociedade de São Vicente de Paulo nos dá condições de fazer. Quando o donativo que recebo para levar ao pobre me faz sentir que ele foi dado porque o doador confia na Sociedade e não em mim. Quando eu sinto que a Sociedade cresce e eu desapareço. Eu sou membro dela, e ela não depende de mim. Eu é que dependo dela, porque sem ela nada faria. Quando eu sinto que, se eu deixar a Sociedade de São Vicente de Paulo não serei capaz de fazer mais nada em benefício do pobre. Eu me sinto vicentino quando não me passa despercebido e me preocupa o velhinho sem abrigo e o menor dormindo na rua. Quando eu sinto que não me preocupo com a gratidão de pobre, mas sei valorizar a gratidão que ele manifesta".

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O Santuário Nossa Senhora da Salette tem alegria de lhes convidar a fazerem parte dessa Sociedade. Temos uma grande novidade para lhes contar: temos um grupo de jovens que irá assumir a missão junto aos Vicentinos logo após receberem o Sacramento do Crisma. Vocês que são pais e tem filhos já crismados, mostrem a eles este artigo e convide-os a fazerem parte deste movimento. Será uma grande alegria recebê-los em nosso Santuário. Ser um confrade vicentino é uma alegria: temos a reunião, momentos de oração e divertimento como instrumento de formação. Queremos manifestar nossa alegria e agradecimento aos novos confrades: André da Silva Marcelino, José Pereira do Prado, Ângela Cristina, Neleu Cruvinel e Carlos Amauri. Que sejam perseverantes em sua missão vicentina. Aos mais antigos nosso agradecimento pelo exemplo e incentivo de vida. Caso você se sinta chamado, seja bem-vindo. Podem contatar-me através dos telefones 6281-9499 ou 9567-4267.

Liguem que estarei à disposição de vocês.

Bruno Gley Alves de Souza
Vicentinos

 

Artigo

CONFLITOS NO CAMPO

O recente assassinato da irmã Dorothy, no Pará, foi apenas mais um dos inúmeros episódios do que ocorre há muito tempo no Brasil e, que põe em confronto interesses opostos, ligados a terra.

De um lado, temos os proprietários, cada vez mais ávidos em estender o seu domínio, dada a importância e os valores monetários envolvidos, que os incentivam para as atividades agrícola e pecuária, hoje um sustentáculo para a economia do país e, também, é óbvio, para os empresários que a elas se dedicam. Eles foram guinados a essa extravagante grandeza, após anos e anos de melhorias tecnológicas na condução de suas atividades, que reduziram drasticamente o número de empregados, necessários para atingir a atual meta desse grande trabalho.

De outro, estão os chamados "sem terra", exatamente aqueles que foram excluídos da atividade agrícola e pastoril, porque não mais necessários, graças à tecnologia, que facilitou a obtenção de resultados, sem grande emprego de mão de obra. Finalmente, temos o Governo, que deveria ter a função de harmonizador das pendências, que com o desenvolver do tempo, foram se multiplicando e se agravando. Infelizmente, governos fracos e incapazes, protelam a solução, porque preocupados em satisfazer a todos, com uma política que não visa o país o homem, nas questões de dominação do poder e a contingências eleitoreiras.

Hoje, o que vemos é uma guerra sem fim, entre os excluídos "sem terra" e os proprietários de terras. Os primeiros, forçando o Governo a executar uma reforma agrária, para os assentamentos, que contraria todos os princípios de equidade e bom senso e, portanto, inadequada. Os proprietários de terras, defendendo com unhas e dentes as suas propriedades, mesmo aqueles que mantém as terras ociosas ou pouco produtivas e que deveriam, em tese, ser as primeiras a serem desapropriadas para fins de reforma. Para os "sem terra", parece que não convém muito essa tese de terras improdutivas, porque isso os levariam a aceitar terras muito "longe" de onde preferiam se estabelecer; daí, nascem as já conhecidas "invasões de terras" para forçar o Governo a desapropriá-las, ali... onde interessa aos "sem terra"...

Toda essa guerra tem tido como conseqüência, mortes de ambos os lados e já contabiliza uma quantidade, que ultrapassa, em vítimas, a algumas guerras recentes no exterior.

A situação se complica ainda mais, com a disputa de terras oficiais, isto é, aquelas que pertencem ao Governo, invadidas pelos chamados "grileiros", como focalizou o recente caso no Pará, que desmatam, colhem madeira de lugares proibidos e se estabelecem, como se fossem os proprietários: arruínam a natureza e, quase nunca produzem de modo condizente, apenas saqueiam. Por diversas razões, entre as quais a defesa do meio ambiente e da natureza, o Governo não pode ceder as terras em questão, mas é totalmente ineficaz na sua defesa e na sua preservação.

É hora de mudarmos essa situação, em defesa do Brasil e dos Brasileiros. É hora de mudarmos o modelo que aí está, como já visto, totalmente ineficaz e inapropriado. Não existem outros modelos? Sim, provavelmente, muitos! Só que, ao adotarmos um novo modelo, deveremos ter como objetivo, não a política, não a demagogia governamental, não o poder econômico, não a simples reforma pela reforma, não a simples distribuição de terras, sem uma infra-estrutura de apoio, que leva a eternizar o problema, porque quem recebe terra, tem que saber trabalhá-la e fazê-la produzir efetivamente.

Tantos especialistas, sem preconceitos ou ligações com este ou aquele grupo, devem ter respostas inteligentes e práticas. A Igreja as tem, mas não é ouvida. A Igreja, sem ser muito bem vista nesta tese, trabalha duro com sua gente, para ajudar a resolver o problema, sem idéias preconcebidas, só visando o bem estar do povo. Uma prova disto, foi a Irmã Dorothy e tantos outros mártires, padres, bispos, irmãs e leigos, ligados à pastoral da terra.

Até o articulista, se arrisca a dar uma opinião: Porque todos os envolvidos, Igreja inclusive, a sociedade como um todo, não se unem numa tarefa única, como ensinou Jesus Cristo, e trabalham solidariamente, visando resolver o problema dos desocupados e "sem terras", espontaneamente e sem interferência governamental, estabelecendo: a) todo o proprietário de terras, deveria ceder, ou comprar para esse fim, 20% das terras de sua propriedade total e, assentar trabalhadores rurais em quantidades adequadas a essas terras, fornecendo apoio: casa, escola, infra-estrutura de saúde, etc. e, sobretudo, ajuda tecnológica simples, que prescindisse tanto de maquinas e apetrechos mais caros, para os homens e suas famílias, produzirem, pelo menos uma agricultura e uma pecuária de subsistência; todo o sacrifício que fariam nesse sentido, se reverteria na sua própria tranqüilidade, na paz no campo e seria como que uma compensação pelo que auferem do país; b) os homens assentados, deveriam se estabelecer nas terras, com uma dosagem de humildade e obediência aos princípios ditados pelos orientadores, visando à harmonia e a produção; seria como uma produção a meio, ficando 75% para quem trabalha e 25% para quem dá apoio e instrução (uma paga evidentemente, simbólica); c) o Governo, desonerado da função de ter que fazer uma reforma agrária de qualquer maneira, daria desconto de 50%, nos impostos, sobre o valor dos investimentos feitos nos 20% das terras e no apoio e assentamento feito pelos proprietários. E daria, isenção total, nos impostos, de toda produção conseguida pelos assentados. Desonerado também de fiscalizar rigidamente o procedimento, o Governo estaria mais livre para defender as suas terras, sobretudo aquelas destinadas à preservação do meio ambiente e da natureza.

ENFIM, TUDO O QUE SE FIZER COM AMOR E SOLIDARIEDADE, CONFORME JESUS CRISTO, ESTÁ PROPENSO A TER SUCESSO E DE HARMONIZAR A SOCIEDADE, SEM ÓDIOS, SEM MORTES E, SEM DESTRUIÇÃO; PARA  O BEM DE TODOS.

Flávio Bettiol - Capela Santa Cruz

 

CALENDÁRIO LITÚRGICO ABRIL

03 - 2º. Domingo da Páscoa

10 - 3º. Domingo da Páscoa

17 - 4º. Domingo da Páscoa

24 - 5º. Domingo da Páscoa

25 - São Marcos, evangelista

 

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