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PARTIR: MORRER OU RENASCER?
Podemos encontrar explicações e mesmo
justificativas para concordar com o poeta que afirmou: partir é sempre morrer um
pouco... Não se completaram ainda dois anos que estamos vivendo na comunidade que
se congrega em torno do Santuário da Salette da Rua Dr. Zuquim. Devo confessar que fui
acolhido com muito carinho e amizade, o que me faz afirmar que aqui estou me sentindo
muito bem e feliz, e deixar para trás todo este bem-querer implica em alto desprendimento
e desapego, e mesmo coragem. Eis que estamos às vésperas de mais uma partida .
Gostaríamos de olhar e sentir a partida de maneira diferente daquela indicada pelo poeta:
não como uma morte, mas como um convite a renascer. Por que? Quem assume os compromissos
abrangentes da Igreja precisa saber diferenciar os projetos pessoais dos projetos da
família maior, no caso, os da Província Saletina, das necessidades e prioridades
da sua missão enquanto comunidade de irmãos solidários em torno de um mesmo carisma da
reconciliação. Os primeiros nos podem deixar felizes, satisfeitos, contentes,
prazeirosos, e tentados a mantê-los, repeti-los e mesmo perpetuá-los. Os segundos são
um convite à desinstalação, aos desafios, às provocações, à renovação, ao
serviço diferenciado, à criatividade, à abertura de coração e mente para novos rumos
e horizontes, ao seguir em frente. Os primeiros nos dão gozo, frutos e usufrutos, quiçá
a sensação do dever cumprido. Os segundos têm como proposta o recomeçar, o renascer, a
certeza de que há pela frente muito a ser feito. Isto se descobre quando se aceita
submeter-se às leis severas de um novo e exigente amor. Para as novas exigências contar
com as próprias forças? Não! Mas sim acolher o convite do Senhor: Sai da tua terra e
vai... contando com a proteção Daquele que faz São Paulo dizer: Tudo posso naquele que
me dá forças.
Pe. Bolívar Hauck, M.S.
CATEQUESE FAMILIAR, JESUS E A CRIANÇA
A Catequese Familiar em nossa Comunidade nos dá aos Casais Pilotos e às Catequistas a oportunidade de crescer na fé, na medida em que os encontros semanais com as famílias vão ocorrendo.
Tempos atrás, após os primeiros encontros, uma criança nos perguntou: Por que Jesus nasceu naquela época? Por que não antes? Por que não depois? Por que não agora, que as coisas estão tão difíceis para nosso país?
Jesus - Do ponto de vista da fé, Jesus nasceu conforme a determinação de Deus sem mais nem menos. Do ponto de vista da história do povo judeu, Jesus nasce, cresce, vive, morre e ressuscita no período da dominação romana. O povo judeu já sofrera muito em outras épocas. Já havia sido dominado por outros povos. Já estivera disperso pelo mundo então conhecido (Diáspora). Já vivera como escravo, já vivera como exilado, já vivera banido. O povo já tivera seu Templo destruído e reconstruído. Já vivera sob um único rei (monarquia unida), já vivera sob dois reis (monarquia dividida reino do norte e do sul). Já experimentara influências de diversas culturas em sua formação e forma de viver: assíria, babilônica, persa e grega.
Em períodos anteriores ao domínio dos romanos, os judeus tinham seus reis, seus profetas, seus juizes, seus revoltosos, suas leis, que lhes davam sustentação e expectativa de vida melhor, ainda que estivessem subjugados e sofridos.
P o r é m , n a época da dominação da Palestina pelos romanos que começa em 63 AC eles não tinham nada, não tinham a quem recorrer. Essa época foi marcada pela turbulência, extremamente desastrosa para a Palestina. Os romanos, ainda que mantivessem uma autonomia administrativa e religiosa, própria dos judeus; cometiam injustiças sociais e fiscais que massacravam o povo judeu.
Se não bastasse isso, em 37 AC os romanos nomeiam o idumeu portanto, um estrangeiro chamado Herodes, como rei dos judeus. Herodes, chamado o Grande, iniciou uma repressão brutal contra qualquer manifestação popular. Seu reinado, além de subjugar o povo, era de um servilismo total ao império romano. A Palestina era um entroncamento importante entre oriente e ocidente, que atendia os interesses de expansão do império romano, razão pela qual era importante ter um aliado no trono judeu. E Herodes serviu a esse intento, correspondendo plenamente à pax romana. Roma cobrava impostos escorchantes; era uma época de fome, pobreza, doença, desemprego e endividamento do povo. Sem ter a quem recorrer, restava ao povo esperar pelo Messias prometido. Então nasce Jesus, no meio desse burburinho, no centro desse período conturbado e danoso ao povo judeu.
Depois de alguns anos, Herodes morre e os romanos aceitam seu testamento no qual dividia a Palestina entre seus filhos: Arquelau ficou com a Judéia e a Samaria; Herodes Antipas, com a Galiléia e a Peréia, e Filipe ficou com a Ituréia e a Traconítide. Arquelau ficou pouco tempo no poder, devido as suas atrocidades, tão ou mais cruéis que as do seu pai. Os romanos, temendo distúrbios na Palestina, tornaram a Judéia uma província romana e nomearam governadores militares para essa área. Na época da pregação, morte e ressurreição de Jesus, quem governava a Judéia era Poncius Pilatus, genro do imperador Tibério.
Enfim, nesse cenário conturbado, Jesus é encarnado e inserido. E tudo isso aconteceu para que se cumprisse o desígnio de Deus.
Cidinha e Mario Apone
Dízimo
Aniversariantes de Março
| 01
Marilurdes Matroni 02 Nilse M. R. Costa 03 Norma Pazero Chica 04 Ilda Miranda de Castro 05 Irineu Fernandes 06 Patrícia M. N. Gonçalves 07 Luiz Carlos Jesus S. Simonelli 08 Aura Celeste P. Martins 09 Luiz Antonio dos Santos 10 Ivani Primo |
11 Donato Krachevski 12 Alessandra Destro 13 Deraldo P. da Silva 14 Sula Amarante 15 Rafael de Souza Luongo 16 Maria de Fátima R. Vieira 17 Antonio Guilherme de Brito 18 Claudia Storoli 19 Judite M. Valle 20 Graciliano G. Valle 21 Maria José Fávero Bandeira 22 Francis Teixeira Tempone |
23 Aparecida dos Santos 24 Encarnacion Martins Rossatti 26 Ana Claudia da Silva 27 José Paixão da Costa 28 Arlete Reinhardt 29 Vera Scarpato Fortuna 30 Marina Stel de Ferrini 31 Iolanda Pacheco |
SÃO PATRÍCIO: UMA MISSÃO DESEMPENHADA COM CORAGEM E AMOR
Conheça a história do santo patrono da Irlanda
São Patrício, filho do diácono
Calpurnius e Conchessa, nasceu na Escócia por volta do ano 385. Aos 16 anos, foi
capturado por piratas e levado para a Irlanda como escravo, para ser pastor de ovelhas.
Naquela época, a Irlanda era a terra dos druidas e pagãos. Solitário e sofrendo,
voltou-se para Deus. Sua fé cresceu e seu espírito elevou-se a tal ponto que, num só
dia, Patrício rezava uma centena de preces, e de noite fazia o mesmo. Rezava na floresta
e na montanha, antes do alvorecer. Nem a neve, nem o gelo e nem a chuva o desencorajavam,
pois seu espírito estava cheio de fervor. Os anos de cativeiro serviram para Patrício
como preparação de seu futuro apostolado. Como seu senhor, Milchu, era um grande
sacerdote druida, ele aprendeu a língua céltica e se familiarizou com os hábitos e
costumes do povo que o capturou. Após seis anos de cativeiro, apareceu-lhe um anjo
dizendo que suas preces e seus jejuns tinham sido aceitos por Deus, e que era hora de
voltar para casa. Mandou que fugisse para o litoral, onde havia um navio que estava
prestes a zarpar. Assim fez Patrício, só que não foi tão simples. O capitão não
deixou que Patrício embarcasse. Ele chorou e rezou. Vendo sua aflição, o mestre do
barco decidiu leva-lo, contanto que não os atrapalhasse, uma vez que eram todos pagãos,
e possivelmente piratas. Depois de três dias de viagem, o barco ancorou em um lugar
despovoado. Patrício e os tripulantes desembarcaram e lá ficaram 28 dias. Como a comida
tivesse acabado, o capitão disse a Patrício: Tu és cristão e afirmas que teu
Deus é todo-poderoso. Pede por nós, para que venha em nosso auxílio. O jovem
respondeu que se eles se convertessem, Deus os ajudaria. No mesmo instante apareceu um
bando de porcos. Eles mataram, comeram e salgaram, e agradeceram ao Deus de Patrício
aquele auxílio. Por essa razão, um dos símbolos de São Patrício é o
porco. Chegando à sua pátria, Patrício foi raptado novamente e libertado
dois meses depois. Viajou com seus pais para a província de Armorica. Os pagãos
invadiram a província e degolaram todos, menos Patrício que, mais uma vez, foi vendido
como escravo. Foi resgatado por uma família cristã, que lhe concedeu a liberdade. A
árdua preparação para o apostolado e o primeiro santuário - Patrício dirigiu-se
então para o Mosteiro de São Martinho de Tours, onde viveu por quatro anos. Durante esse
período, sempre tinha visões divinas, que mostravam que a Irlanda era o país onde
deveria semear a fé. Lá chegando, partiu para a cidade de Temoria. Como foi mal recebido
pela população, que era pagã, teve que voltar para a França. E por 14 anos ficou sob a
direção de São Germano, bispo de Auxerre. Formado, Patrício estava, então, pronto
para sua missão. Naquela época, a heresia pelagiana começava a tomar conta dos
cristãos da Inglaterra e da Irlanda. O Papa Celestino I enviou o bispo Paládio para
combatê-la, mas os hereges o mataram. São Germano recomendou ao Papa que enviasse
Patrício para substituí-lo. Assim, o santo foi ordenado bispo em 432 e, por volta do ano
433, voltou para a Irlanda. Tinha, então, cerca de 50 anos. Conta-se que em Slemich,
quando o chefe pagão Dichu tentou matar Patrício à espada, mas seu braço ficou
paralisado e só voltou ao normal quando ele se converteu. O chefe deu para Patrício um
estábulo, que foi transformado em santuário, o primeiro erigido pelo santo na Irlanda,
junto ao qual fundou um mosteiro que se tornaria seu lugar de recolhimento. São Patrício
desmoraliza os druidas - Sabendo que a assembléia anual dos chefes e guerreiros pagãos
aconteceria em Tara, que também era o principal centro dos druidas - sacerdotes da
religião pagã que predominava no país -, o santo rumou para lá. Foi perseguido, e só
escapou da morte por milagre. Em uma ocasião, os chefes druidas fizeram uma nuvem negra
cobrir o firmamento, como demonstração de seu poder. São Patrício desafiouos a
fazê-la desaparecer, mas eles não conseguiram. Ele então rezou, e o sol voltou a
brilhar. Não satisfeito, o chefe dos sacerdotes ficou no ar e voou como um pássaro. O
santo rezou e o druida se estatelou no chão. Depois disso, vários chefes tribais e suas
famílias foram convertidos. Benen, filho de um deles, tornou-se companheiro inseparável
de Patrício e foi seu sucessor na sé de Armagh. Foram convertidos também o rei de
Dublin e o de Minster. Daí em diante, a evangelização de Patrício alcançou resultados
surpreendentes. A destruição do ídolo e a conversão dos pagãos - Certa vez, uma
multidão estava adorando o ídolo Crom-Cruach, um enorme pilar de granito coberto com
placas de ouro e de prata, cercado por 12 ídolos menores. O santo se aproximou e, com uma
pancada de seu bastão episcopal, reduziu o ídolo a pó. Em um só lugar, converteu o
rei, seus seis filhos e 12 mil vassalos. Por sete anos, visitou cada localidade de
Connaught, organizou paróquias e instruiu o povo. Conta a lenda que duas das filhas do
rei local pediram para ser convertidas, e faleceram logo depois do batismo. Durante seu
apostolado, aconteceram tantos milagres, bênçãos e fatos maravilhosos que ele mesmo
comenta em sua autobiografia:
Eu não sei o número, mas Deus o sabe, Ele que
dá a seus humildes servidores uma coragem heróica. São Patrício, Patrono
da Irlanda, morreu em Ulster, no dia 17 de março de 461, deixando inúmeros santos
que seguiram seu exemplo. O símbolo mais conhecido de São Patrício é o trevo de
três folhas, que ele usava para explicar o Mistério da Santíssima
Trindade.
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