Home
Equipe Missionária
Fale Conosco

A VIDA DE JESUS

 SOCIEDADE NA ÉPOCA DE JESUS

O Templo

Era o grande centro religioso, político, social e econômico da época. Quanto mais pobre e excluído, mais longe do Templo, e quanto mais rico, mais perto, mais participante do Templo.

A Palestina

mapasiria.jpg (153498 bytes)

 

A Palestina ficava entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo. Apesar de ser um território pouco extenso, a Palestina era formada por três regiões geográficas:

  • a região norte, a Galiléia, era formada por colinas cobertas por vegetação;

  • a região central, Samaria, era menos fértil do que a Galiléia, apesar de entre  cortada por muitos vales;

  • ao sul, a Judéia, era uma região árida e montanhosa.

O rio Jordão é o único que atravessa toda a Palestina. Ele começa nos montes da
Fenícia, percorre 220 quilômetros e desemboca no mar Morto, que é tão salgado que nada pode viver nele.

A Palestina hoje é uma região semidesértica. Mas, antigamente, ela recebia mais chuvas e era um lugar muito próspero, com vales e bosques. Era essa a "Terra Prometida" que o povo hebreu tanto procurou.

Compare o mapa ao lado, que mostra a região da Palestina hoje, onde está situado o Estado de Israel, com os mapas apresentados na na Bíblia, que mostram a Palestina no tempo de Jesus.

 

HISTÓRIA DA INFÂNCIA SEGUNDO OS EVANGELHOS DE MATEUS E LUCAS

 Ler também: Mt 1,1 – 2,22

Lc 1,5 – 2,52

É surpreendente que, em evidente contraposição com a mensagem paulina e com as próprias afirmações do evangelho de Marcos, no qual não encontramos nem mesmo uma linha sobre o nascimento e a infância de Jesus, em Mateus e Lucas tenha encontrado espaço um interesse extraordinariamente acentuado pela história da origem de Jesus. (...)

(Um possível motivo pode ser) O aguçado interesse judaico pela tribo de origem e pelas genealogias, juntamente com a fé judaica, nutrida nas fontes do Antigo Testamento, de que o messias viria do povo de Israel, mais precisamente da casa de Davi, chamaram a atenção sobre a origem de Jesus, por parte dos judeu e judeus-cristãos.

Para todos os judeus e judeus-cristãos, era sem dúvida importante saber a que tribo pertencia Jesus de Nazaré e quem eram seus pais. Assim, quando Mateus inicia seu evangelho com a afirmação "origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão" (Mt1,1), está dando um sinal inequívoco a todo judeu orgulhoso de sua própria tribo de origem.

(páginas 208 e 209)

Mateus Lucas
1,1-17: genealogia de Jesus (3,23-38): genealogia de Jesus
  1,26-38: anúncio do nascimento de Jesus
  1,39-56: visita de Maria a Isabel
1,18-25: José e o mistério do nascimento de jesus  
  2,1-7: nascimento de Jesus
  2,8-20: anúncio aos pastores
  2,21-40: circuncisão e apresentação no Templo
2,1-12: adoração dos magos do Oriente  
2,13-15: fuga para o Egito  
2,16-18: massacre das crianças  
  2,39-40: retorno a Nazaré
2,19-23: retorno a Nazaré  
  2,41-52: Jesus no Templo aos doze anos

O QUE SIGNIFICA JOSÉ ACEITAR MARIA E O FILHO QUE ELA ESPERAVA, JESUS?

 => José garante a ascendência de Jesus, faz com que ele pertença a genealogia de Davi, como foi anunciado pelos profetas.

=> É a valorização dos preceitos da família.

Como nós, Jesus nasce em uma família. Ele é, portanto, verdadeiramente Homem, porque nasceu de Maria e fez parte de uma família como a nossa.

Com José e Maria, Jesus aprendeu a conhecer a Bíblia e a prestar serviços.

Com José, Jesus aprendeu uma profissão.

Evidentemente, os primeiros mestres de Jesus foram os seus pais (...)

Era um hábito da mãe judia proporcionar aos filhos os elementos básicos do treinamento no bom comportamento. À medida que os filhos cresciam, ela instruía as meninas sobre seus futuros deveres de esposas e mães e o pai da família assumia a responsabilidade pelos meninos, instruindo-os nos assuntos religiosos e ensinando-lhes uma profissão ou outra ocupação útil.

Sem dúvida, Jesus aprendeu muito do bom exemplo dos seus pais em todos os aspectos da vida diária e, em particular, do ambiente religioso observante que impregnava o se lar. Aí ele ouvia com admiração de criança as narrativas das fontes bíblicas, crescia no respeito à Lei de Moisés (...)

Certamente, à mesa Jesus aprendeu de Maria e José a importância da hospitalidade que, como dever sagrado, devia ser prestada com alegria e sem discriminação aos famintos e aos itinerantes.

=> José garante proteção ao menino e a sua mãe.

=> José demonstra humildade e justiça

O anúncio a José:

A narrativa utiliza o gênero literário das anunciações. O sonho é maneira de Deus se revelar. Mas, especialmente, o anjo do Senhor é a personificação da mensagem divina. Este gênero literário mostrará, então, que se trata de uma revelação sobre Jesus.(...)O anjo do Senhor explica a José que Jesus foi gerado por obra do Espírito de Deus, e que José deve aceitar ser o seu pai legal, e lhe dar um nome, a fim de que, assim, o Menino seja, de fato, o Filho de Davi.Toda a cena está construída para mostrar a justiça de José. De fato, ele é um homem justo que crê na mensagem de Deus, e recebe Jesus e sua mãe. A justiça de José está na passagem da Lei para a Nossa Aliança, pois, segundo a Lei ele devia repudiar sua esposa, mas, pela revelação ele vê o significado da gravidez, acreditando na revelação do anjo do Senhor.Em nome da descendência de Davi, e em nome de Israel, ele aceita o Messias que vem de Deus por obra de seu Espírito (vv. 19-20). Ele faz um ato de fé na maneira como Jesus foi concebido, e no significado do seu papel na história (vv. 21 e 24-25).

Os grupos Religiosos

Hassideus: formavam comunidades isoladas de penitentes – já no período que se sucedeu ao exílio – que se preocupavam em preparar o caminho ao reino de Deus com penitência e expiação. O deserto de Judá, com suas numerosas grutas, era o lugar onde esperavam o próximo fim do mundo. Com o aumento no número de hassideus, parte do grupo passou a questionar quem podia ter o cargo de sumo sacerdote no Templo de Jerusalém. Esse movimento deu origem aos dois grupos seguintes – essênios e fariseus.

Essênios: faziam distinção clara entre membros monges e não monges da comunidade. Todos os membros deviam ter as seguintes regras de vida e de fé – constante estudo da Torá ou Lei; manter calendário e cálculo dos dias festivos hebreus seguindo o ano solar (o calendário do Templo de Jerusalém era baseado nas fases lunares); a espera de um messias sacerdotal e um messias leigo (doutrina dos dois messias); a espera do profeta messiênico; expectativas de fim de mundo: juízo final, ressurreição, nova criação. Além disso, recusavam o culto ao Templo de Jerusalém. Viviam na margem noroeste do Mar Morto, a cerca de quinze quilômetros ao sul de Jericó – no Deserto de Judá.

Fariseus: enquanto os essênios persistiam em uma oposição ao sacerdócio e ao Templo de Jerusalém, os fariseus esforçavam-se por restabelecer a união. Em comum ao outro grupo, os fariseus respeitavam a Torá e esperavam um messias. Porém, diferente dos essênios, os fariseus tinham maior liberdade na interpretação da Lei. Acreditavam que o Deus da promessa assiste os seus e dá aos seus fiéis a "justa" recompensa. Por isso, com meticulosa precisão e acurada observância litúrgica, eles se preocupavam em cumprir cada uma das particularidades e sutilezas do culto, do sacrifício do Templo de Jerusalém. Porém, à preocupação com a "glória de Deus" juntava-se a preocupação com o próprio bem estar nesta vida e no além. Os fariseus seguiam todos os preceitos nas festas religiosas, nas sinagogas e no Templo de Jerusalém, mas sua ação era marcada pela procura egoísta do bem estar.

Saduceus: viviam sobretudo em Jerusalém e nas imediações, ao passo que os fariseus podiam ser encontrados por toda a Palestina. Os saduceus reconheciam o sumo sacerdote e prestavam serviços no Templo. Entre os anos 6 e 70 dC quase todos os sumos sacerdotes foram saduceus. Estavam dispostos a colaborar com a política dos ocupantes romanos. No plano religioso, somente aceitavam o Pentateuco (os cinco livros de Moisés) como norma fundamental da fé e da vida. Somente aquilo que se encontrava expresso literalmente na lei de Moisés era doutrina da fé. Os fariseus, ao contrário, ao lado do Pentateuco atribuíam valor e importância também a todos os outros livros do Antigo Testamento.

Zelotes e sicários: eram patriotas religiosos e prontos para todo sacrifício. Defendiam antes de tudo uma interpretação rigorosa do primeiro mandamento, segundo o qual Iahweh é senhor de Israel, e por isso nenhum senhor mortal pode dominar sobre o povo e sobre a terra de Israel. Em Jerusalém, existiam sacerdotes zelotes que que lutavam pela liberdade de culto no Templo e pela liberdade de ocupar altos cargos. Lutavam pela purificação do culto e recusavam os sumos sacerdotes colocados no cargo com o favor dos romanos. Os sicários viviam na Galiléia e consideravam a oposição aos romanos como "guerra santa". Para eles, todos aqueles que colaboravam com os romanos (como os cobradores de impostos) haviam traído o seu povo. Encontravam apoio principalmente entre a população rural da Galiléia que havia perdido suas terras e entre os pobres, que sonhavam com o dia de revolta contra Roma. Foi o endurecimento da luta contra os romanos que reuniu, nos campos de batalha e nos esconderijos de resistência, os grupos diversamente estruturados (zelotes, sicários, essênios).

Samaritanos: constituíam um grupo especial, cujos membros eram julgados pelos judeus como "estrangeiros". Eram habitantes da parte central de Canaã, cujos antigos santuários e lugares de culto haviam sido eliminados e deixados ao abandono desde o tempo em que fora construído o Templo de Jerusalém. Reconheciam apenas o Pentateuco como regra de fé; eram vistos com desconfiança pelos outros judeus, pois não respeitavam as prescrições referentes às peregrinações que se devia fazer ao Templo e não se preocupavam em contribuir com o Templo.

Símbolos do Natal

Um presépio

Todos sabemos que o presépio é hoje encontrado em diferente formas e símbolos, é uma representação e interpretação do nascimento de Jesus. Através de seus personagens podemos fazer uma viagem no tempo... chegar até Belém, encontrar o Menino Jesus e imaginar como tudo aconteceu. Então, que tal entrarmos nessa? Você já sabe como era o lugar onde Jesus nasceu? Quem estava lá? E que outras pessoas foram visitá-los? Pois é, há muitos anos, São Francisco de Assis teve uma idéia muito feliz para responder a essas perguntas.

Querendo comunicar melhor o significado do primeiro Natal, veja só o que ele fez: montou um presépio vivo conforme a narração do nascimento de Jesus que está na Bíblia, no Evangelho de Lucas, capítulo 2, versículos de 1 a 9. Nele São Francisco colocou a mãe, simbolizando Maria (a mãe de Jesus); uma criança (Jesus); um homem (São José); também um burrinho e um boi. Este foi o primeiro presépio do mundo, armado em Greggio, na Itália, em 1223.

As pessoas gostaram da idéia e entenderam tão bem a mensagem de amor e fraternidade trazida por Jesus que começaram a montar presépios nas casas e nas igrejas, todos os anos por ocasião do Natal. Assim todos podiam "ver", sentir e aprender o grande ensinamento de Jesus. Com os imigrantes (missionários e as famílias), dessa tradição espalhou-se por todo o mundo. No Brasil, os primeiros presépios foram armados pelos padres jesuítas no Rio de Janeiro, em 1584.

Atualmente, é comum encontrarmos no presépio outros elementos como estrela, os pastores e os reis magos. Eles completam o significado do Natal. A estrela, tendo iluminado os pastores e os reis até Belém, simboliza a luz da fá que nos conduz a Deus. Os pastores representam a esperança, pois Deus acolhe todos; para ele importa o coração das pessoas e não sua condição social. E os magos? Vindos de lugares distantes e diferentes, eles representam toda a humanidade, porque Jesus nasceu para todos os povos da terra.

(Texto: casal piloto Nelson e Cidinha – 1997)

Outros símbolos no presépio:

Boi e burrinho: símbolos que mostram que a natureza se abre a Deus;

Anjos: significa aquele que anuncia. Os anjos anunciam a manifestação da glória de Deus em Jesus;

Presentes dos magos: o ouro simboliza o reconhecimento de Cristo como Senhor – Rei. O incenso é sinal da adoração deste Menino recém nascido. A mirra, resina aromática, mostra a humanidade de Jesus, filho de Deus.

 Bibliografia:

Esquema da história da infância:

(conf. Pág. 213 - Lapple, Alfred – Bíblia, interpretação atualizada e catequese – vol. IV. São Paulo: Edições Paulinas, 1978).

Grenier, Brian – Jesus, o Mestre. São Paulo: Paulus, 1998, págs. 27 e 28.

Gorgulho, Gilberto (Frei) e Anderson, Ana Flora – A justiça dos pobres: Mateus . São Paulo: Edições Paulinas, 1981, pág. 13 e ss.

Lapple, Alfred – Bíblia, interpretação atualizada e catequese – vol. III, pág. 33 e ss. São Paulo: Edições Paulinas, 1978

 

Fale Conosco Cadastra-se no Portal Salette e concorra à prêmios Coloque-nos nos seus favoritos Envie esta página para um amigo Imprima esta página Vá para a Home Page do Portal Salette

Associação Nossa Senhora da Salette - Todos os direitos reservados. 1996-2007